Muito antes de 1922, os artistas participantes da Semana de Arte Moderna já produziam obras influenciadas pelas novas correntes européias.
Em 1917 diversos autores publicaram livros de poemas com uma linguagem ainda não bem realizada;
Guilherme de Almeida - Nós
Menotti del Picchia - Juca Mulato
Mário de Andrade - Há uma gota de sangue em cada poema
Anita Malfatti - faz uma célebre exposição duramente criticada por Monteiro Lobato no famoso artigo "Paranóia ou mistificação?"
O Nacionalismo, característica mais marcante do Modernismo, separou ideologicamente os adeptos do movimento, opondo os grupos "Pau-Brasil", e depois Antropofágico de Oswald de Andrade, Raul Bopp e Tarsila do Amaral do "Verde Amarelismo" de Menotti del Picchia, Plínio Salgado e Cassiano Ricardo.
Estudiosos do modernismo sustentam que a verdadeira revolução modernista deu-se mesmo em 1924, ano do rompimento de Graça Aranha com a Academia Brasileira de Letras, ano do Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade e ano de dois textos fundamentais de Mário de Andrade: "A escrava que não é Isaura", e seu livro mais ousado em termos mais formais Losango Cáqui.
1928
Publicaçao de Macunaima de Mário de Andrade. obra máxima do movimento modernista em que retrata a grande miscigenação cultural do Brasil e as tradições culturais indígenas ao lado da modernidade europeizada dos centros urbanos brasileiros da época;
Publicação de Retrato do Brasil de Paulo Prado.
Geração de 1945
O Modernismo desdobrou-se pelas décadas seguintes gerando uma terceira fase do movimento na busca de uma nova linguagem que expressasse os anseios de renovação do Pós-guerra.
Poesia Concreta
Poesia - Práxis
Último decênio do século XX:
Narrativa em prosa caracterizada por novas formas de linguagem ora cinematográfica, ora densa e introspectiva, filosófica, e pela preponderante ambiência urbana retratando a vivencia vertiginosa nas grandes cidades.
o Modernismo destruiu e criou.
A destruição tinha como objetivo romper com estéticas passadas, especialmente a parnasiana.
Em oposição ao rigor gramatical dos parnasianos os modernistas valorizavam a incorporação de gírias, a sintaxe irregular e a aproximação da linguagem oral da sociedade brasileira além da preparação de um terreno onde se pudesse reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais, a realização de uma revisão crítica da história e das tradições culturais do país.
Os autores do Modernismo procuraram no indígena e no negro os elementos da cultura brasileira que proporcionariam a reconstrução da realidade nacional, e retrataram a mistura de culturas e etnias existentes no país.
Assim temos:
Parque Industrial de Patricia Galvão
Parque Industrial foi assinado com o pseudônimo de Rita Lobo. Tido como o primeiro romance proletário do Brasil, denuncia a vida dos excluídos da sociedade paulistana e retrata a desigualdade social numa sociedade moralmente hipócrita.
A história fala sobre a luta de três mulheres operárias na cidade de São Paulo.
O último mamífero do Martinelli
A narrativa se passa no período da Ditadura Militar. O personagem principal é um perseguido político que encontra refúgio no Edifício Martinelli, o primeiro arranha-ceu de São Paulo, então fechado para reformas. escondido no edifício o homem passa a agir como uma espécie de arqueólogo urbano à procura de objetos que lhe rendam algum dinheiro para sobreviver. A partir desses vestígios, ele inventa histórias, uma maneira que encontra para matar o tempo.
O rapto do Garoto de Ouro de Marcos Rey
O autor traz o bairro do bixiga, um lugar boemio da região central da cidade. A narrativa conta a história de Alfredo, um astro do Rock, mais conhecido como o Garoto de Ouro, que é sequestrado no dia do seu aniversário quando amigos e familiares o aguardam na Cantina II Cacciatore para comemorar o aniversário do cantor. Ao perceberem o sumiço do astro, amigos, familiares e fãs ajudam a polícia a desvendar o paradeiro do Garoto de Ouro.
Malditos paulistas
O romance conta a história de Raul, um carioca que escolhe a cidade de São Paulo para tentar a vida. Motorista numa mansão do Morumbi, Raul acha um boneco parecido com Carmem Miranda na garagem. Curioso o carioca passa a investigar os negócios de seu patrão. Ele se torna amante da patroa, é acusado de roubar uma jóia e perde o emprego. Depois retorna ao emprego, conhece um novo amor, e expulso novamente da mansão, descobre a joia, limpa o nome e desvenda o mistério da fortuna do patrão.
Brás, Bexiga e Barra Funda de Alcântara Machado
O autor tem um olhar crítico sobre a nova órdem econômica e social brasileira , marcada pela industrialização, no início do século XX.
A narrativa é fixada nos bairros operários de São Paulo e traz aspectos da vida cotidiana dos imigrantes italianos como as gírias e os costumes.
Gênio do Crime (João Carlos Marinho)
Considerado um clássico da literatura juvenil brasileira, publicado em 1969, já passou por 60 edições. As aventuras da turma do gordo que coleciona figurinhas de futebol e descobre que alguém está falsificando as figurinhas sai em uma jornada de grande aventura em uma caçada pela cidade de São Pauloi incluindo acampamento nas margens do Rio Tietê. O livro ganhou diversos prêmios e adaptação para o cinema no Brasil e na Argentina.
As meninas (Lygia Fagundes Telles)
É um romance que se passa na época da Ditadura Militar. A autora relata os conflitos no relacionamento de três jovens que compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo onde iniciarão a vida adulta de forma diferente.
Lygia fala sobre uma juventude muito avançada para a sua época, dentro de um ambiente onde convivem moças recatadas e religiosas com jovens que querem liberdade.