segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Livros de ficção ambientados em São Paulo

 Muito antes de 1922, os artistas participantes da Semana de Arte Moderna já produziam obras influenciadas pelas novas correntes européias.

Em 1917 diversos autores publicaram livros de poemas com  uma linguagem ainda não bem realizada; 

Guilherme de Almeida - Nós

Menotti del Picchia - Juca Mulato

Mário de Andrade - Há uma gota de sangue em cada poema

Anita Malfatti - faz uma célebre exposição duramente criticada por Monteiro Lobato no famoso artigo "Paranóia ou mistificação?"

O Nacionalismo, característica mais marcante do Modernismo, separou ideologicamente os adeptos do movimento, opondo os grupos "Pau-Brasil", e depois Antropofágico de Oswald de Andrade, Raul Bopp e Tarsila do Amaral do "Verde Amarelismo" de Menotti del Picchia, Plínio Salgado e Cassiano Ricardo.

Estudiosos do modernismo sustentam que a verdadeira revolução modernista deu-se mesmo em 1924, ano do rompimento de Graça Aranha com a Academia Brasileira de Letras, ano  do Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade e ano de dois textos fundamentais de Mário de Andrade: "A escrava que não é Isaura", e seu livro mais ousado em termos mais formais Losango Cáqui.

1928 

Publicaçao de Macunaima de Mário de Andrade. obra máxima do movimento modernista em que retrata a grande miscigenação cultural do Brasil e as tradições culturais indígenas ao lado da modernidade europeizada dos centros urbanos brasileiros da época;

Publicação de Retrato do Brasil de Paulo Prado.

Geração de 1945

O Modernismo desdobrou-se pelas décadas seguintes gerando uma terceira fase do movimento na busca de uma nova linguagem que expressasse os anseios de renovação do Pós-guerra.

Poesia Concreta

Poesia - Práxis

Último decênio do século XX:

Narrativa em prosa  caracterizada por novas formas de linguagem ora cinematográfica, ora densa e introspectiva, filosófica, e pela preponderante ambiência urbana retratando a vivencia vertiginosa nas grandes cidades.

o Modernismo destruiu e criou.

A destruição tinha como objetivo romper com estéticas passadas, especialmente a parnasiana.

Em oposição ao rigor gramatical dos parnasianos os modernistas valorizavam a incorporação de gírias, a sintaxe irregular e a aproximação da linguagem oral da sociedade brasileira além da preparação de um terreno onde se pudesse reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais, a realização de uma revisão crítica da história e das tradições culturais do país.

Os autores do Modernismo procuraram no indígena e no negro os elementos da cultura brasileira que proporcionariam a reconstrução da realidade nacional, e retrataram a mistura de culturas e etnias existentes no país.

Assim temos:

Parque Industrial de Patricia Galvão

Parque Industrial  foi assinado com o pseudônimo de Rita Lobo. Tido como o primeiro romance proletário do Brasil, denuncia a vida dos excluídos da sociedade paulistana e retrata a desigualdade social numa sociedade moralmente hipócrita. 

A história fala sobre a luta de três mulheres operárias na cidade de São Paulo.

O último mamífero do Martinelli

A narrativa se passa no período da Ditadura Militar. O personagem principal é um perseguido político que encontra refúgio no Edifício Martinelli, o primeiro arranha-ceu de São Paulo, então fechado para reformas. escondido no edifício o homem passa a agir como uma espécie de arqueólogo urbano à procura de objetos que lhe rendam algum dinheiro para sobreviver. A partir desses vestígios, ele inventa histórias, uma maneira  que encontra para matar o tempo.

O rapto do Garoto de Ouro de Marcos Rey

O autor traz o bairro do bixiga, um lugar boemio da região central da cidade.  A narrativa conta a história de Alfredo, um astro do Rock, mais conhecido como o Garoto de Ouro, que é sequestrado no dia do seu aniversário quando amigos e familiares o aguardam na Cantina II Cacciatore para comemorar o aniversário do cantor. Ao perceberem o sumiço do astro, amigos, familiares e fãs ajudam a polícia a desvendar o paradeiro do Garoto de Ouro.

Malditos paulistas 

O romance conta a história de Raul, um carioca que escolhe a cidade de São Paulo para tentar a vida. Motorista numa mansão do Morumbi, Raul acha um boneco parecido com Carmem Miranda na garagem. Curioso o carioca passa a investigar os negócios de seu patrão. Ele se torna amante da patroa, é acusado de roubar uma jóia e perde o emprego. Depois retorna ao emprego, conhece um novo amor, e expulso novamente da mansão, descobre a joia, limpa o nome e desvenda o mistério da fortuna do patrão.

Brás, Bexiga e Barra Funda de Alcântara Machado

O autor tem um olhar crítico sobre a nova órdem econômica e social brasileira , marcada pela industrialização, no início do século XX.

A narrativa é fixada nos bairros operários de São Paulo e traz aspectos da vida cotidiana dos imigrantes italianos como as gírias e os costumes.

Gênio do Crime (João Carlos Marinho)

Considerado um clássico da literatura juvenil brasileira, publicado em 1969, já passou por 60 edições. As aventuras da turma do gordo que coleciona figurinhas de futebol e descobre que alguém está falsificando as figurinhas sai em uma jornada de grande aventura em uma caçada pela cidade de São Pauloi incluindo acampamento nas margens do Rio Tietê. O livro ganhou diversos prêmios e adaptação para o cinema no Brasil e na Argentina.

As meninas (Lygia Fagundes Telles)

É um romance que se passa na época da Ditadura Militar. A autora relata os conflitos  no relacionamento de três jovens  que compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo onde iniciarão a vida adulta de forma diferente.

Lygia fala sobre uma juventude muito avançada para a sua época, dentro de um ambiente onde convivem moças recatadas e religiosas com jovens que querem liberdade.


Arte Brasileira

 Pré-História

Vestígios rupestres em cavernas pintados com pigmentos minerais, vegetais e sangue de animais.

Mais antigas - cerca de 15.000 anos - Piauí (Serra da Capivara)

                        cerca de 11.000 anos - Paraíba


Arte Indígena

Na descoberta do Brasil havia cerca de 5.000.000  indígenas. Maioria  são mortos e parte de sua cultura é perdida.

Arte mais presente - Região Amazônica com objetos de enfeite e cerâmica com vasos antropomorfos e zoomorfos, estatuetas de terracota.

Outras:

Pintura corporal

Arte plumária

Trançados

Mantos

Máscaras e cocares

Pintam o corpo para enfeitá-lo; defesa dos insetos; se livrar dos espíritos maus.

Em combates pintavam face, testa e nariz e era feita por mulheres.

Trançados:  cestas, roupas, redes, instrumentos musicais.

Ceramicas - cores no exterior.

Arquitetura

Tupis construíam ocas que formavam aldeias (taba) erguida com varas e cobertas com folha ou palha.

Cada oca abrigava diversas famílias. cerca de 400 pessoas. O tamanho dependia do tamanho da tribo. Ocas velhas eram queimadas.

Pós- colonização

Holandeses em Pernambuco (1624)

Por quase 25 anos trouxeram nova cultura, artistas e cientistas. O conde Mauricio Nassau edificou a cidade de  Maurício (estilo batavo), atual núcleo velho do Recife.

Os pintores holandeses não eram católicos e pintavam temas profanos. Abordavam a paisagem, a fauna, a flora e tipos étnicos.

Barroco (século XVIII)

Associado ao catolicismo no Brasil até as duas primeiras décadas do século XIX. Minas Gerais e Nordeste.

Produção: Arquitetura, escultura sacra, literatura, música e teatro. 

A influência barroca de Ouro Preto e Salvador chegou ao brasil pelos missionários católicos do século XVII. A igreja fazia o papel de mecenas.

Na literatura - Gregório de Matos e Padre Antonio Vieira

Nas artes - Aleijadinho e Mestre Atayde

Vila Rica (atual Ouro preto)  - o barroco desenvolveu-se com esplendor.

Nas regiões beneficiadas com  a mineração igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira (talhas) recobertas por finas camadas de ouro e com janelas,  cornejas e portas decoradas com trabalhos detalhados de escultura.

A descoberta do ouro em Minas Gerais resultou na construção de igrejas de estilo barroco ao longo do século XVIII. A versão é barroco mineiro.

Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho) - fazia escultura com olhos penetrantes (espressividade e dramaticidade).

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo - esculturas de 12 profetas bíblicos esculpidos em pedra sabão: Isaías, Geremias, Baruc, ezequiel, Daniel, Oseias, Jonas, Joel, Abdias, Habaru, Amos, Nahum e 66 imagens de madeira que constituem uma via sacra que sugerem movimento. Levou cerca de 5 anos. Morreu pobre e doente e sua obra foi esquecida por muitos anos.

Neoclassicismo (início se. XIX)

Exércitos de Napoleão Bonaparte invadem Portugal obrigando o rei de Portugal, D. João VI, a fugir com sua família e corte, para o Brasil. Isso mudou a história da arte do nosso país.

Durante o século XIX, Rio de Janeiro foi a capital política e cultural do império português que governou o Brasil até 1822 quando o país se torna independente de Portugal. O Brasil foi a única monarquia nas Américas.

A Academia Real de Belas Artes foi a primeira instancia brasileira que dedicou-se ao

ensino de arte.

Vários artista se formaram e ganharam bolsas para o exterior:

Manoel de Araujo Porto Alegre

Pedro Américo (O Grito do Ipiranga)

Victor Meirelles (A Primeira Missa no Brasil)

Rodolfo Bernardelli

Almeida Júnior








segunda-feira, 3 de julho de 2023

ITAMAR VIEIRA JUNIOR

Nome central da Literatura Contemporânea Brasileira

Itamar Rangel Vieira  Júnior (Salvador - 06/08/1979 - )

Servidor público do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)

Adolescencia - Morou em Pernambuco e São Luís  

Formou-se em Geografia  na Universidade Federal da Bahia

Primeiro a receber a Bolsa Milton Santos (dedicada  a jovens negros de baixa renda)

Concluiu Mestrado em Geografia

Doutor em Estudos étnicos e africanos pela UFBA  sobre formação de comunidades quilombolas no interior do Nordeste.

Gênero literário - romance e conto 

Autor do romance Torto Arado

2018 - Prêmio Leya    (abrange toda a lusofonia) 

2019 - edição portuguesa na editora Leya

Bestseller da editora Todavia (400.000 exemplares vendidos até 2022)

Traduzido em mais de vinte países

O poeta Manuel Alegre (júri) justificou a concessão do prêmio: 

"Solidez na construção, equilíbrio da narrativa e a forma como abordou o universo rural do Brasil, dando ênfase a figuras femininas, na sua liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal (...) que ganha contornos universais".

Ana Paula Tavares,  poeta angolana e júri  do concurso exaltou a elegância poética que se mantém do princípio ao fim.

Enredo

Ambientado na Bahia o romance retrata a vida de duas irmãs que vivem em condições de trabalho escravo contemporâneo em uma fazenda no sertão da chapada Diamantina.

Está sendo adaptado para uma série em três temporadas pela HBOMAX com direção de Heitor Dhalia e roteiro de Luh Maza, Maria Shu e Viviane Ferreira.

O livro ganhou também :

Prêmio Jabuti (2020) 

Prêmio Oceanos (2020)


Contos

2012 - Dias  ( vencedor do "Concurso XI  Projeto de Arte e Cultura")

2017 - A oração do carrasco

 (Prêmio Jabuti, Prêmio Hmberto Campos (UBE/RJ , Prêmio Bunkyo de Literatura (2º lugar) 

2021 - Doramar ou a odisséia  


Romance

2023 - Salvar o fogo  (Editora Todavia) 


A obra do autor dialoga com as questões sociais e culturais do Brasil com histórias atuais e inspiradas em pessoas que desafiam os limites que lhe foram impostos. Retrata um Brasil  do passado que ainda assombra. Seus personagens seguem em frente sem esquecer suas raízes.

O autor inspira-se  em comunidades quilombolas ambientadas na Bahia.

Escritores que o influenciam:

Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Raduan Nassar.


Fonte: Editora Todavia

PAGU

 Patrícia Rehder Galvão (1910-1962)

Pagu - apelido dado pelo poeta Raul Bopp

Será a autora homenageada da FLIP (Festa Literaria Internacional de Parati)

Escritora, jornalista, dramaturga, poeta, tradutora, cartunista e crítica cultural.

Autora do primeiro romance proletário brasileiro: Parque Industrial

Mulher feminista. 

Musa dos modernistas (aos 18 anos participa do movimento antropofágico)

Casou-se com Oswald de Andrade (modernista) em 1930 e fundaram o jornal "O Homem do Povo" encerrado em   1945.

Defendia a participação da mulher na sociedade e na política

Ativista contra o fascismo

Enfrentou a misoginia, o racismo e a miséria

Primeira mulher brasileira do século 20 a ser presa política.

Entrevistou Sigmund Freud

Introduziu a cultura da soja no Brasil, graças ao contato com o imperador chinês Pu-Yu


Prisão

1931 - presa por duas semanas pelo governo de Getúlio Vargas quando participava de um comício em favor dos estivadores de Santos. O estivador negro Herculano de Souza foi morto pelos policiais ao tentar defendê-la.

1935 - presa em Paris como comunista estrangeira, foi repatriada.

            presa pela segunda vez pela ditadura de Getulio Vargas. Dessa vez por cinco anos. 

            Ao todo foram 23 prisões.


Publicou:

Parque Industrial (Romance) - 1933 com o pseudonimo de Mara Lobo. 

A famosa revista (romance) -1945. Parceria com Geraldo Ferraz (segundo marido)

Safra macabra (contos policiais) - textos publicados na revista "Detective" (1944) com o pseudônimo de  King Shelter.

Obs,:

Parque Industrial foi publicado nos EUA, Inglaterra, França, Croácia e México.


Traduziu grandes autores do teatro na época ainda inéditos no país como Octávio Paz e James Joyce

1988 - vida contada  em Eternamente Pagu longa dirigido por Norma Benguell.

Foi tema de dois documentários:

Eh, Pagu!, Eh! do cineasta Ivo Branco. Melhor documentário de 2002 pelo MinC

As estações de Pagu. Direçao de Izadora Andrade

Personagem  no filme O homem do pau Brasil

Personagem na minissérie Um só coração (2004).TV Globo.


Na música

A canção "Pagu" de Rita e Zélia Duncan (interpretada por Maria Rita).

Centenário (2010)

História de vida  interpretada no teatro "Dos escombros de Pagu"

Fotobiografia de Pagu

Morreu de cancer em 1962.

Por tudo que ela viveu e escreveu  merece ser relida e homenageada.

A FLIP fez uma boa escolha.


"A tarefa essencial de uma cidade que cultua a inteligência (...) é a de manter o gosto pela literatura"

                                                                                                                (Pagu)


Fonte: Wikipédia

            Recanto do poeta






sábado, 16 de janeiro de 2021

POESIA BAIANA

A esfera [...] da poesia não está  fora do mundo. (Nietzsche)


Simbolismo
Pethion de Vilar
Pedro kilkerry
Durval de Moraes
Arthur de Sales


Transição  (Séc. XIX/XX)
Junqueira Freire (1832-1855)  - Implicação Social.
Castro Alves (1847-1871).
Luiz Gama (1830-1822) - Poeta satírico na linha de Gregório de Matos (posição antiescravista).

Revistas literárias
1 Nova cruzada (Associação de Letras e Artes) de grupo simbolista (1901-1911).
Maior liberdade do verso,
Francisco Mangabeira (1879-1952),
Arthur de Sales (1879-1952),
Álvaro Reis (1880-1932),
Galdino de Castro (1882-1929),
Durval de Moraes (188248-1948) eleito na época o maior poeta da Bahia,


Grupo Simbolista (1901-1911)
Pinheiro Viegas (formas  tradicionais - Soneto Alexandrino).

2 Arcos e Flecha (editados  5 números).

Pethion de  Vilar  (1870-1924).

Inicio Século XX
Afrânio Peixoto.
Xavier Marques.

Modernismo
Primeira Fase - 1928.
Eugênio Gomes (publicou o primeiro livro modernista da Bahia).
Moema(1928).
Sogígenes Costa (1901-1968) - um dos pioneiros do modernismo.
Carvalho Filho (1908-1994).
Rondas (1928).
Eurico Alves (1909-1974).

Revistas contemporaneas de Arco e Flexa.
Samba;
O Momento;
Meridiano.

Inúmeras academias foram criadas reunindo poetas, ficcionistas e sociólogos.

Pedro Kilkerry(1885-1917) - descoberto depois de morto e inédito.
Organização poética mais original do Simbolismo baiano, fundou com Irineu Marinho o jornal O Globo

José Maria  Leoni - fundou sua própria revista Hélade

SEGUNDA FASE DO MODERNISMO
Revista Caderno da Bahia (1948-1951)
Central do Movimento (1946-1960)
Jorge  Medauar (1918-)
Wilson Rocha (1921-)
Jair Gramacho(1930-)
Jacinta Passos (1914-1973)
Aníbal Machado
Mário de Andrade
Camilo de Jesus Lima (1912-1975) - Autor de vasta obra
Fausto Rocha (1919-1971) - poeta itabunense (tem um poema gravado em bronze na sede das Nações Unidas.
Fernando Sales (1921-) - viveu no Rio de Janeiro mas não esqueceu da Bahia.
Walter Lima (?)
Valdelice Soares Pinheiro (1929- ?)
Helena Parente Cunha (1929 -)
Telmo Padilha (1930-).
Fred Souza Castro (1931-) - financiou o primeiro filme de Glauber Rocha O Pátio.

Revista Geração Mapa (1957-1959).
Florisvaldo Mattos (1932-).
Silva Dutra (1932-).
Adelmo Oliveira (1934-).
Carlos Anísio  (1935-1991)
Raimundo Amado Gonçalves (1935-)
Fez curta metragens sobre poetas baianos - Junqueira Freire; Pedro Kilkerry e Carvalho Filho.
João Carlos Teixeira Gomes (dominava o soneto e o verso branco);
Fernando da Rocha Peres (1936 -) - fundador de As jogralescas
Myriam Fraga (1937-) Obra poética volumosa
Affonso Manta - (1939-)
José de Oliveira Falcon (1939 -1971)

Revista da Bahia e Serial
Cyro dos Mattos (do grupo Itabuna).
Ildasio Tavares (1940).
José Carlos Capinam (1941-).
Ruy Espinheira Filho (1942-.)
Fernando Batinga de Mendonça (1943-).
Antonio Brasileiro (1944-).
Criador de Serial e Edições de Cordel.
Juraci Dórea (1944-).

Jornal Cultura Língua e Meia
Maria da Conceição Paranhos (1944-).
Hermenegildo José Bastos (1944-).
Publica seus poemas no jornal A Tarde e frequenta a Oficina Literária de Judith Gressmann.
Cid Seixas (1948-).
Sergio Matos (1948-) - cria Experimental.
Iderval Miranda (1949-).

Novos Independentes
Claudius Portugal (1951-).
Poema Visual.
Carlos Roberto Santos Araújo (1952-) - do grupo de Itabuna.
Aparece na antologia de Itabuna Chão de minhas raízes.
Antonio Risério (1953) - Recursos experimentais.

Geração 80

Coleção dos Novos da Fundação Cultural do Estado
Roberval Pereyr (1953-) - vem do grupo poético de Feira de Santana
Luís Pimentel (1953)
Washington Queiroz (1954-) - coleção dos novos e Antologia Oitenta (1996)
Wilson Pereira de Jesus (1955)
Luis Antonio Cajazeiras Ramos (1956-)
Marcos A P Ribeiro (1957-)
Mirella Márcia - (1957-)
Aleilton Fonseca (1959-)
Rubens Alves Pereira (1959-)
Elieser Cesar (1960-)
Anne Cerqueira (1964-) - aparece na coletânea Sete faces(1996)
Representante da poesia de Feira de Santana
Coletânea Poemas Fora de Ordem.
Agrupa os premiados no Prêmio Caetano Veloso.


"O escritor está sempre envolvido num relacionamento dialético com outros" (Haroldo Bloom)




ESCOLAS LITERÁRIAS BRASILEIRAS

BARROCO

Dualismo

Valores Renascentistas x Valores Medievais

(Gregório de Matos)

ARCADISMO

Racionalismo

Retomada dos valores clássicos

Fuga da cidade (bucolismo)

(Marília de Dirceu - Tomás Antonio Gonzaga)


ROMANTISMO

Liberdade de criação

Anticlassicismo 

Nacionalismo

Indianismo

fuga da realidade


REALISMO

Objetividade

Racionalidade

crítica dos valores burgueses


NATURALISMO

Descritivismo

Amoralismo

Zoomorfização dos personagens (comportamento animal)

Abordagem do coletivo (Romance O Cortiço)


SIMBOLISMO

Sugestão

Descrição

Misticismo

Musicalidade

Sinestesia (sensações diferentes)

Temas macabros


PARNASIANISMO

Objetividade

Tradição clássica

Vocabulário culto


PRÉ - MODERNISMO

Mistura de tendências

Denúncia da realidade

Retrata tipos marginalizados pela sociedade (Os Sertões)


MODERNISMO

Semana de Arte Moderna

Ruptura formal e estética

Linguagem coloquial

Nacionalismo

(Macunaíma - Mário de Andrade)


VANGUARDAS

Futurismo - progresso

Cubismo - geometrização

Dadaísmo - radical

Expressionismo - angústia

Surrealismo - subconsciente

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

LITERATURA FRANCESA

IDADE MÉDIA

Influencia da Europa
Séc. XI - Trovadores
Narravam as canções de gesta (feitos, histórias) dos heróis medievais e antigos.
Carlos Magno
Cancao de rolando
Rei Arthur e cavaleiros da  Távola Redonda
Tristao e Isolda
Lançarote
Demanda do Santo Graal

Inspiradoras dos poetas - damas e esposas dos senhores feudais.
Batalhas poéticas entre trovadores.

SÉCULO XV
Cronistas
Francois Villon

Séc XVI (Renascimento)
Rabelais - Satiriza a cultura do seu tempo
Montaigne (politica e religião)

SÉCULO XVII
Moliére
Racine

SÉCULO XVIII
Voltaire
Diderot
Rousseau - O príncipe

SÉCULO XIX
Balzac - A comédia humana

Meados do século (simbolismo)
Baudelaire
Rimbaud
Verlaine
Mallarmé

Final do século
Zola
Flaubert - Madame Bovary

SÉCULO XX

Valèry
Proust (introspecção, nostalgia, memória)
Andre Breton
Apolinaire (subconsciente)

Anos 30
Sartre (pai do existencialismo)
Simone de Beauvoir
Camus

Anos 60
Natalie Serraut
Helene Cixous

Anos 80

Anos 90

séc XXI