segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Livros de ficção ambientados em São Paulo

 Muito antes de 1922, os artistas participantes da Semana de Arte Moderna já produziam obras influenciadas pelas novas correntes européias.

Em 1917 diversos autores publicaram livros de poemas com  uma linguagem ainda não bem realizada; 

Guilherme de Almeida - Nós

Menotti del Picchia - Juca Mulato

Mário de Andrade - Há uma gota de sangue em cada poema

Anita Malfatti - faz uma célebre exposição duramente criticada por Monteiro Lobato no famoso artigo "Paranóia ou mistificação?"

O Nacionalismo, característica mais marcante do Modernismo, separou ideologicamente os adeptos do movimento, opondo os grupos "Pau-Brasil", e depois Antropofágico de Oswald de Andrade, Raul Bopp e Tarsila do Amaral do "Verde Amarelismo" de Menotti del Picchia, Plínio Salgado e Cassiano Ricardo.

Estudiosos do modernismo sustentam que a verdadeira revolução modernista deu-se mesmo em 1924, ano do rompimento de Graça Aranha com a Academia Brasileira de Letras, ano  do Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade e ano de dois textos fundamentais de Mário de Andrade: "A escrava que não é Isaura", e seu livro mais ousado em termos mais formais Losango Cáqui.

1928 

Publicaçao de Macunaima de Mário de Andrade. obra máxima do movimento modernista em que retrata a grande miscigenação cultural do Brasil e as tradições culturais indígenas ao lado da modernidade europeizada dos centros urbanos brasileiros da época;

Publicação de Retrato do Brasil de Paulo Prado.

Geração de 1945

O Modernismo desdobrou-se pelas décadas seguintes gerando uma terceira fase do movimento na busca de uma nova linguagem que expressasse os anseios de renovação do Pós-guerra.

Poesia Concreta

Poesia - Práxis

Último decênio do século XX:

Narrativa em prosa  caracterizada por novas formas de linguagem ora cinematográfica, ora densa e introspectiva, filosófica, e pela preponderante ambiência urbana retratando a vivencia vertiginosa nas grandes cidades.

o Modernismo destruiu e criou.

A destruição tinha como objetivo romper com estéticas passadas, especialmente a parnasiana.

Em oposição ao rigor gramatical dos parnasianos os modernistas valorizavam a incorporação de gírias, a sintaxe irregular e a aproximação da linguagem oral da sociedade brasileira além da preparação de um terreno onde se pudesse reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais, a realização de uma revisão crítica da história e das tradições culturais do país.

Os autores do Modernismo procuraram no indígena e no negro os elementos da cultura brasileira que proporcionariam a reconstrução da realidade nacional, e retrataram a mistura de culturas e etnias existentes no país.

Assim temos:

Parque Industrial de Patricia Galvão

Parque Industrial  foi assinado com o pseudônimo de Rita Lobo. Tido como o primeiro romance proletário do Brasil, denuncia a vida dos excluídos da sociedade paulistana e retrata a desigualdade social numa sociedade moralmente hipócrita. 

A história fala sobre a luta de três mulheres operárias na cidade de São Paulo.

O último mamífero do Martinelli

A narrativa se passa no período da Ditadura Militar. O personagem principal é um perseguido político que encontra refúgio no Edifício Martinelli, o primeiro arranha-ceu de São Paulo, então fechado para reformas. escondido no edifício o homem passa a agir como uma espécie de arqueólogo urbano à procura de objetos que lhe rendam algum dinheiro para sobreviver. A partir desses vestígios, ele inventa histórias, uma maneira  que encontra para matar o tempo.

O rapto do Garoto de Ouro de Marcos Rey

O autor traz o bairro do bixiga, um lugar boemio da região central da cidade.  A narrativa conta a história de Alfredo, um astro do Rock, mais conhecido como o Garoto de Ouro, que é sequestrado no dia do seu aniversário quando amigos e familiares o aguardam na Cantina II Cacciatore para comemorar o aniversário do cantor. Ao perceberem o sumiço do astro, amigos, familiares e fãs ajudam a polícia a desvendar o paradeiro do Garoto de Ouro.

Malditos paulistas 

O romance conta a história de Raul, um carioca que escolhe a cidade de São Paulo para tentar a vida. Motorista numa mansão do Morumbi, Raul acha um boneco parecido com Carmem Miranda na garagem. Curioso o carioca passa a investigar os negócios de seu patrão. Ele se torna amante da patroa, é acusado de roubar uma jóia e perde o emprego. Depois retorna ao emprego, conhece um novo amor, e expulso novamente da mansão, descobre a joia, limpa o nome e desvenda o mistério da fortuna do patrão.

Brás, Bexiga e Barra Funda de Alcântara Machado

O autor tem um olhar crítico sobre a nova órdem econômica e social brasileira , marcada pela industrialização, no início do século XX.

A narrativa é fixada nos bairros operários de São Paulo e traz aspectos da vida cotidiana dos imigrantes italianos como as gírias e os costumes.

Gênio do Crime (João Carlos Marinho)

Considerado um clássico da literatura juvenil brasileira, publicado em 1969, já passou por 60 edições. As aventuras da turma do gordo que coleciona figurinhas de futebol e descobre que alguém está falsificando as figurinhas sai em uma jornada de grande aventura em uma caçada pela cidade de São Pauloi incluindo acampamento nas margens do Rio Tietê. O livro ganhou diversos prêmios e adaptação para o cinema no Brasil e na Argentina.

As meninas (Lygia Fagundes Telles)

É um romance que se passa na época da Ditadura Militar. A autora relata os conflitos  no relacionamento de três jovens  que compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo onde iniciarão a vida adulta de forma diferente.

Lygia fala sobre uma juventude muito avançada para a sua época, dentro de um ambiente onde convivem moças recatadas e religiosas com jovens que querem liberdade.


Arte Brasileira

 Pré-História

Vestígios rupestres em cavernas pintados com pigmentos minerais, vegetais e sangue de animais.

Mais antigas - cerca de 15.000 anos - Piauí (Serra da Capivara)

                        cerca de 11.000 anos - Paraíba


Arte Indígena

Na descoberta do Brasil havia cerca de 5.000.000  indígenas. Maioria  são mortos e parte de sua cultura é perdida.

Arte mais presente - Região Amazônica com objetos de enfeite e cerâmica com vasos antropomorfos e zoomorfos, estatuetas de terracota.

Outras:

Pintura corporal

Arte plumária

Trançados

Mantos

Máscaras e cocares

Pintam o corpo para enfeitá-lo; defesa dos insetos; se livrar dos espíritos maus.

Em combates pintavam face, testa e nariz e era feita por mulheres.

Trançados:  cestas, roupas, redes, instrumentos musicais.

Ceramicas - cores no exterior.

Arquitetura

Tupis construíam ocas que formavam aldeias (taba) erguida com varas e cobertas com folha ou palha.

Cada oca abrigava diversas famílias. cerca de 400 pessoas. O tamanho dependia do tamanho da tribo. Ocas velhas eram queimadas.

Pós- colonização

Holandeses em Pernambuco (1624)

Por quase 25 anos trouxeram nova cultura, artistas e cientistas. O conde Mauricio Nassau edificou a cidade de  Maurício (estilo batavo), atual núcleo velho do Recife.

Os pintores holandeses não eram católicos e pintavam temas profanos. Abordavam a paisagem, a fauna, a flora e tipos étnicos.

Barroco (século XVIII)

Associado ao catolicismo no Brasil até as duas primeiras décadas do século XIX. Minas Gerais e Nordeste.

Produção: Arquitetura, escultura sacra, literatura, música e teatro. 

A influência barroca de Ouro Preto e Salvador chegou ao brasil pelos missionários católicos do século XVII. A igreja fazia o papel de mecenas.

Na literatura - Gregório de Matos e Padre Antonio Vieira

Nas artes - Aleijadinho e Mestre Atayde

Vila Rica (atual Ouro preto)  - o barroco desenvolveu-se com esplendor.

Nas regiões beneficiadas com  a mineração igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira (talhas) recobertas por finas camadas de ouro e com janelas,  cornejas e portas decoradas com trabalhos detalhados de escultura.

A descoberta do ouro em Minas Gerais resultou na construção de igrejas de estilo barroco ao longo do século XVIII. A versão é barroco mineiro.

Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho) - fazia escultura com olhos penetrantes (espressividade e dramaticidade).

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo - esculturas de 12 profetas bíblicos esculpidos em pedra sabão: Isaías, Geremias, Baruc, ezequiel, Daniel, Oseias, Jonas, Joel, Abdias, Habaru, Amos, Nahum e 66 imagens de madeira que constituem uma via sacra que sugerem movimento. Levou cerca de 5 anos. Morreu pobre e doente e sua obra foi esquecida por muitos anos.

Neoclassicismo (início se. XIX)

Exércitos de Napoleão Bonaparte invadem Portugal obrigando o rei de Portugal, D. João VI, a fugir com sua família e corte, para o Brasil. Isso mudou a história da arte do nosso país.

Durante o século XIX, Rio de Janeiro foi a capital política e cultural do império português que governou o Brasil até 1822 quando o país se torna independente de Portugal. O Brasil foi a única monarquia nas Américas.

A Academia Real de Belas Artes foi a primeira instancia brasileira que dedicou-se ao

ensino de arte.

Vários artista se formaram e ganharam bolsas para o exterior:

Manoel de Araujo Porto Alegre

Pedro Américo (O Grito do Ipiranga)

Victor Meirelles (A Primeira Missa no Brasil)

Rodolfo Bernardelli

Almeida Júnior








segunda-feira, 3 de julho de 2023

ITAMAR VIEIRA JUNIOR

Nome central da Literatura Contemporânea Brasileira

Itamar Rangel Vieira  Júnior (Salvador - 06/08/1979 - )

Servidor público do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)

Adolescencia - Morou em Pernambuco e São Luís  

Formou-se em Geografia  na Universidade Federal da Bahia

Primeiro a receber a Bolsa Milton Santos (dedicada  a jovens negros de baixa renda)

Concluiu Mestrado em Geografia

Doutor em Estudos étnicos e africanos pela UFBA  sobre formação de comunidades quilombolas no interior do Nordeste.

Gênero literário - romance e conto 

Autor do romance Torto Arado

2018 - Prêmio Leya    (abrange toda a lusofonia) 

2019 - edição portuguesa na editora Leya

Bestseller da editora Todavia (400.000 exemplares vendidos até 2022)

Traduzido em mais de vinte países

O poeta Manuel Alegre (júri) justificou a concessão do prêmio: 

"Solidez na construção, equilíbrio da narrativa e a forma como abordou o universo rural do Brasil, dando ênfase a figuras femininas, na sua liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal (...) que ganha contornos universais".

Ana Paula Tavares,  poeta angolana e júri  do concurso exaltou a elegância poética que se mantém do princípio ao fim.

Enredo

Ambientado na Bahia o romance retrata a vida de duas irmãs que vivem em condições de trabalho escravo contemporâneo em uma fazenda no sertão da chapada Diamantina.

Está sendo adaptado para uma série em três temporadas pela HBOMAX com direção de Heitor Dhalia e roteiro de Luh Maza, Maria Shu e Viviane Ferreira.

O livro ganhou também :

Prêmio Jabuti (2020) 

Prêmio Oceanos (2020)


Contos

2012 - Dias  ( vencedor do "Concurso XI  Projeto de Arte e Cultura")

2017 - A oração do carrasco

 (Prêmio Jabuti, Prêmio Hmberto Campos (UBE/RJ , Prêmio Bunkyo de Literatura (2º lugar) 

2021 - Doramar ou a odisséia  


Romance

2023 - Salvar o fogo  (Editora Todavia) 


A obra do autor dialoga com as questões sociais e culturais do Brasil com histórias atuais e inspiradas em pessoas que desafiam os limites que lhe foram impostos. Retrata um Brasil  do passado que ainda assombra. Seus personagens seguem em frente sem esquecer suas raízes.

O autor inspira-se  em comunidades quilombolas ambientadas na Bahia.

Escritores que o influenciam:

Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Raduan Nassar.


Fonte: Editora Todavia

PAGU

 Patrícia Rehder Galvão (1910-1962)

Pagu - apelido dado pelo poeta Raul Bopp

Será a autora homenageada da FLIP (Festa Literaria Internacional de Parati)

Escritora, jornalista, dramaturga, poeta, tradutora, cartunista e crítica cultural.

Autora do primeiro romance proletário brasileiro: Parque Industrial

Mulher feminista. 

Musa dos modernistas (aos 18 anos participa do movimento antropofágico)

Casou-se com Oswald de Andrade (modernista) em 1930 e fundaram o jornal "O Homem do Povo" encerrado em   1945.

Defendia a participação da mulher na sociedade e na política

Ativista contra o fascismo

Enfrentou a misoginia, o racismo e a miséria

Primeira mulher brasileira do século 20 a ser presa política.

Entrevistou Sigmund Freud

Introduziu a cultura da soja no Brasil, graças ao contato com o imperador chinês Pu-Yu


Prisão

1931 - presa por duas semanas pelo governo de Getúlio Vargas quando participava de um comício em favor dos estivadores de Santos. O estivador negro Herculano de Souza foi morto pelos policiais ao tentar defendê-la.

1935 - presa em Paris como comunista estrangeira, foi repatriada.

            presa pela segunda vez pela ditadura de Getulio Vargas. Dessa vez por cinco anos. 

            Ao todo foram 23 prisões.


Publicou:

Parque Industrial (Romance) - 1933 com o pseudonimo de Mara Lobo. 

A famosa revista (romance) -1945. Parceria com Geraldo Ferraz (segundo marido)

Safra macabra (contos policiais) - textos publicados na revista "Detective" (1944) com o pseudônimo de  King Shelter.

Obs,:

Parque Industrial foi publicado nos EUA, Inglaterra, França, Croácia e México.


Traduziu grandes autores do teatro na época ainda inéditos no país como Octávio Paz e James Joyce

1988 - vida contada  em Eternamente Pagu longa dirigido por Norma Benguell.

Foi tema de dois documentários:

Eh, Pagu!, Eh! do cineasta Ivo Branco. Melhor documentário de 2002 pelo MinC

As estações de Pagu. Direçao de Izadora Andrade

Personagem  no filme O homem do pau Brasil

Personagem na minissérie Um só coração (2004).TV Globo.


Na música

A canção "Pagu" de Rita e Zélia Duncan (interpretada por Maria Rita).

Centenário (2010)

História de vida  interpretada no teatro "Dos escombros de Pagu"

Fotobiografia de Pagu

Morreu de cancer em 1962.

Por tudo que ela viveu e escreveu  merece ser relida e homenageada.

A FLIP fez uma boa escolha.


"A tarefa essencial de uma cidade que cultua a inteligência (...) é a de manter o gosto pela literatura"

                                                                                                                (Pagu)


Fonte: Wikipédia

            Recanto do poeta






sábado, 16 de janeiro de 2021

POESIA BAIANA

A esfera [...] da poesia não está  fora do mundo. (Nietzsche)


Simbolismo
Pethion de Vilar
Pedro kilkerry
Durval de Moraes
Arthur de Sales


Transição  (Séc. XIX/XX)
Junqueira Freire (1832-1855)  - Implicação Social.
Castro Alves (1847-1871).
Luiz Gama (1830-1822) - Poeta satírico na linha de Gregório de Matos (posição antiescravista).

Revistas literárias
1 Nova cruzada (Associação de Letras e Artes) de grupo simbolista (1901-1911).
Maior liberdade do verso,
Francisco Mangabeira (1879-1952),
Arthur de Sales (1879-1952),
Álvaro Reis (1880-1932),
Galdino de Castro (1882-1929),
Durval de Moraes (188248-1948) eleito na época o maior poeta da Bahia,


Grupo Simbolista (1901-1911)
Pinheiro Viegas (formas  tradicionais - Soneto Alexandrino).

2 Arcos e Flecha (editados  5 números).

Pethion de  Vilar  (1870-1924).

Inicio Século XX
Afrânio Peixoto.
Xavier Marques.

Modernismo
Primeira Fase - 1928.
Eugênio Gomes (publicou o primeiro livro modernista da Bahia).
Moema(1928).
Sogígenes Costa (1901-1968) - um dos pioneiros do modernismo.
Carvalho Filho (1908-1994).
Rondas (1928).
Eurico Alves (1909-1974).

Revistas contemporaneas de Arco e Flexa.
Samba;
O Momento;
Meridiano.

Inúmeras academias foram criadas reunindo poetas, ficcionistas e sociólogos.

Pedro Kilkerry(1885-1917) - descoberto depois de morto e inédito.
Organização poética mais original do Simbolismo baiano, fundou com Irineu Marinho o jornal O Globo

José Maria  Leoni - fundou sua própria revista Hélade

SEGUNDA FASE DO MODERNISMO
Revista Caderno da Bahia (1948-1951)
Central do Movimento (1946-1960)
Jorge  Medauar (1918-)
Wilson Rocha (1921-)
Jair Gramacho(1930-)
Jacinta Passos (1914-1973)
Aníbal Machado
Mário de Andrade
Camilo de Jesus Lima (1912-1975) - Autor de vasta obra
Fausto Rocha (1919-1971) - poeta itabunense (tem um poema gravado em bronze na sede das Nações Unidas.
Fernando Sales (1921-) - viveu no Rio de Janeiro mas não esqueceu da Bahia.
Walter Lima (?)
Valdelice Soares Pinheiro (1929- ?)
Helena Parente Cunha (1929 -)
Telmo Padilha (1930-).
Fred Souza Castro (1931-) - financiou o primeiro filme de Glauber Rocha O Pátio.

Revista Geração Mapa (1957-1959).
Florisvaldo Mattos (1932-).
Silva Dutra (1932-).
Adelmo Oliveira (1934-).
Carlos Anísio  (1935-1991)
Raimundo Amado Gonçalves (1935-)
Fez curta metragens sobre poetas baianos - Junqueira Freire; Pedro Kilkerry e Carvalho Filho.
João Carlos Teixeira Gomes (dominava o soneto e o verso branco);
Fernando da Rocha Peres (1936 -) - fundador de As jogralescas
Myriam Fraga (1937-) Obra poética volumosa
Affonso Manta - (1939-)
José de Oliveira Falcon (1939 -1971)

Revista da Bahia e Serial
Cyro dos Mattos (do grupo Itabuna).
Ildasio Tavares (1940).
José Carlos Capinam (1941-).
Ruy Espinheira Filho (1942-.)
Fernando Batinga de Mendonça (1943-).
Antonio Brasileiro (1944-).
Criador de Serial e Edições de Cordel.
Juraci Dórea (1944-).

Jornal Cultura Língua e Meia
Maria da Conceição Paranhos (1944-).
Hermenegildo José Bastos (1944-).
Publica seus poemas no jornal A Tarde e frequenta a Oficina Literária de Judith Gressmann.
Cid Seixas (1948-).
Sergio Matos (1948-) - cria Experimental.
Iderval Miranda (1949-).

Novos Independentes
Claudius Portugal (1951-).
Poema Visual.
Carlos Roberto Santos Araújo (1952-) - do grupo de Itabuna.
Aparece na antologia de Itabuna Chão de minhas raízes.
Antonio Risério (1953) - Recursos experimentais.

Geração 80

Coleção dos Novos da Fundação Cultural do Estado
Roberval Pereyr (1953-) - vem do grupo poético de Feira de Santana
Luís Pimentel (1953)
Washington Queiroz (1954-) - coleção dos novos e Antologia Oitenta (1996)
Wilson Pereira de Jesus (1955)
Luis Antonio Cajazeiras Ramos (1956-)
Marcos A P Ribeiro (1957-)
Mirella Márcia - (1957-)
Aleilton Fonseca (1959-)
Rubens Alves Pereira (1959-)
Elieser Cesar (1960-)
Anne Cerqueira (1964-) - aparece na coletânea Sete faces(1996)
Representante da poesia de Feira de Santana
Coletânea Poemas Fora de Ordem.
Agrupa os premiados no Prêmio Caetano Veloso.


"O escritor está sempre envolvido num relacionamento dialético com outros" (Haroldo Bloom)




ESCOLAS LITERÁRIAS BRASILEIRAS

BARROCO

Dualismo

Valores Renascentistas x Valores Medievais

(Gregório de Matos)

ARCADISMO

Racionalismo

Retomada dos valores clássicos

Fuga da cidade (bucolismo)

(Marília de Dirceu - Tomás Antonio Gonzaga)


ROMANTISMO

Liberdade de criação

Anticlassicismo 

Nacionalismo

Indianismo

fuga da realidade


REALISMO

Objetividade

Racionalidade

crítica dos valores burgueses


NATURALISMO

Descritivismo

Amoralismo

Zoomorfização dos personagens (comportamento animal)

Abordagem do coletivo (Romance O Cortiço)


SIMBOLISMO

Sugestão

Descrição

Misticismo

Musicalidade

Sinestesia (sensações diferentes)

Temas macabros


PARNASIANISMO

Objetividade

Tradição clássica

Vocabulário culto


PRÉ - MODERNISMO

Mistura de tendências

Denúncia da realidade

Retrata tipos marginalizados pela sociedade (Os Sertões)


MODERNISMO

Semana de Arte Moderna

Ruptura formal e estética

Linguagem coloquial

Nacionalismo

(Macunaíma - Mário de Andrade)


VANGUARDAS

Futurismo - progresso

Cubismo - geometrização

Dadaísmo - radical

Expressionismo - angústia

Surrealismo - subconsciente

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

LITERATURA FRANCESA

IDADE MÉDIA

Influencia da Europa
Séc. XI - Trovadores
Narravam as canções de gesta (feitos, histórias) dos heróis medievais e antigos.
Carlos Magno
Cancao de rolando
Rei Arthur e cavaleiros da  Távola Redonda
Tristao e Isolda
Lançarote
Demanda do Santo Graal

Inspiradoras dos poetas - damas e esposas dos senhores feudais.
Batalhas poéticas entre trovadores.

SÉCULO XV
Cronistas
Francois Villon

Séc XVI (Renascimento)
Rabelais - Satiriza a cultura do seu tempo
Montaigne (politica e religião)

SÉCULO XVII
Moliére
Racine

SÉCULO XVIII
Voltaire
Diderot
Rousseau - O príncipe

SÉCULO XIX
Balzac - A comédia humana

Meados do século (simbolismo)
Baudelaire
Rimbaud
Verlaine
Mallarmé

Final do século
Zola
Flaubert - Madame Bovary

SÉCULO XX

Valèry
Proust (introspecção, nostalgia, memória)
Andre Breton
Apolinaire (subconsciente)

Anos 30
Sartre (pai do existencialismo)
Simone de Beauvoir
Camus

Anos 60
Natalie Serraut
Helene Cixous

Anos 80

Anos 90

séc XXI


LIMA BARRETO

Era filho de tipografo nascido escravo e de uma filha de escrava agregada.
A mae, educada com esmero, foi professora.

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881 no Rio de Janeiro. Órfão de Mãe, tem trajetória brilhante na escola. Adulto, foi  jornalista e trabalhou no Ministério da Guerra. É internado num hospício.

Faleceu em 1922.

Além de cinco romances publicados, publicou também sátiras, contos, artigos e crônicas.

Foi crítico da Republica Velha revelando os privilégios da família aristocrática e dos militares.

Sua obra  Triste fim de Policarpo Quaresma  tem as características:

Símbolo de rebeldia;

Linguagem coloquial;

Denunciava o sofrimento dos mais pobres;

Optava pela cultura dos indígenas, pelo violão, em detrimento da norma culta.

O livro espelha o conservadorismo social de então e a trajetória de um sonhador que tenta reformá-lo.

As situações que Lima Barreto tentava consertar com a sua ironia e seu protesto literário ainda estão presentes no Brasil.


O LIVRO É DIVIDIDO EM TRES PARTES

1) Descreve a rotina do Major Policarpo Quaresma, que não era major, mas apenas um apelido.
Policarpo era um homem respeitado pela vizinhanca, mas o achavam estranho por causa do seu amor pelos livros e pelo patriotismo exaltado. Alem de aprender violão, também se dedicava aos estudos tupi-guarani.
Policarpo buscava coisas verdadeiramente brasileiras, desde comida, até a vestimenta. O auge de seu amor pela pátria foi quando fez um ofício para o ministro, escrito em tupi, defendendo que a língua oficial deveria ser o tupi. Como consequência, foi internado por seis meses em um hospício.

2) Seguindo o conselho de sua afilhada Olga, Policarpo compra um sítio e se muda para lá com sua irmã. Chama o sitio de O sossego. Passa a estudar botânica e aproveitar ao máximo a terra brasileira, que segundo ele, era a melhor. Até que um dia o tenente Antonio Dutra, escrivão, foi até a casa de Policarpo lhe pedir ajuda para a Festa da Conceicao. O major, contrário à política e das suas trocas de favores, nega ajuda. A partir de então os políticos da área começam a fazer de tudo para prejudicar o sitio. Começam a cobrar taxas e impostos que não eram cobrados anteriormente.

3) Policarpo volta para a cidade assim que sabe que esta ocorrendo uma revolta. O major faz um memorial acerca de suas experiencias com a agricultura e entrega ao Marechal Floriano que o convida para ingressar na revolta. Policarpo aceita e é listado como Major.
Com a revolta, o cotidiano do Rio muda e a guerra acaba fazendo parte do cotidiano dos brasileiros. Ricardo, amigo de Policarpo, por ser considerado um patriota rebelde, é convocado para fazer parte como voluntário. Preocupado, Ricardo pede ajuda ao Major, que não pode fazer nada.
No decorrer da guerra, Policarpo dá ordens, vai para troca de tiros e mata um homem. Muito arrependido escreve a sua irmã com sentimento de perdao e culpa.
A revolta tem seu fim e Policarpo é levado para uma prisão sem motivo . Quaresma se questiona por que ele, sendo tao patriota e apaixonado pelo país, tem aquele fim.

HISTÓRIAS CURTAS DO CEARÁ

Primeiro contista cearense - Juvenal Galeno

Pioneiros - Araripe Júnior
                   José de Alencar
                   Franklin Távora

1880 - Ligados ao Clube Literário (1867-1888)
Oliveira Paiva
Francisca Clotilde
José Carlos Júnior
Rodolfo Teófilo

Início Século XX
Gustavo Barroso
Herman Lima

Década de 40 - Consolidação  do Conto Moderno no Ceará

O Grupo Clã - e sua revista Edições Clã (1943)
Braga Montenegro (Sentido de universalidade segundo o escritor Francisco Carvalho)
Moreira Campos
Fran Martins
Eduardo Campos (mestre do conto psicológico)
Lúcia Martins

Após 1960
Caio Porfírio Carneiro
José Alcides Pinto (adepto do realismo fantástico)
 Juarez Barroso

Anos 70
Carlos Emílio (frase labiríntica)
Airton Monte
Natércia Campos
Barros Pinho

1975
Revista O Saco - divulga o trabalho dos novos contistas no resto do país.

Grupo Siriará de Literatura
Aglutina os escritores cearenses em torno de um programa e de uma revista

Anos 80
Surgem diversos grupos com jornais e revistas
Seara - Revista de Literatura (1986)
Natercia Campos
Jorge Pieiro - destacou-se nacionalmente

Anos 90 - Revistas Literárias
O Pão (1982)
Espiral: Revista Literária (1995)
Almanaque de Contos Cearenses (considerada única revista de contos (1997) - Única edição
Literapia - Revista de literatura da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (1999)

Autores
Batista de Lima (regional)
Tércia Montenegro (recriação do maravilhoso)
Ana Miranda - Noturnos (1999)
Jorge Pieiro  (o absurdo)
Dimas Carvalho - (recria o fantástico)
Ronaldo Correia de Brito - As Noites e os dias
Rinaldo de Fernandes

Destaque
Rachel de Queiroz - A Casa do Morro Branco


Fonte: Revista Discutindo Literatura, n. 6




sábado, 31 de agosto de 2019

HENRIQUETA GALENO (23/02/1887-10/09/1964



Escritora cearense, filha do escritor Juvenal Galeno, criador da poesia popular brasileira.

Segunda mulher a se diplomar em Direito no Ceará e a entrar na  Academia  Cearense de Letras.

Rabiscava versos quando criança. Culta e letrada tinha uma postura avançada para a época. Escrevia e participava de reuniões com o pai e outros escritores em movimentos literários da época na capital do Ceará.

Escreveu poesias, crônicas, prosa e artigos para jornais. Escreveu a  obra Mulheres admiráveis,  sobre mulheres que haviam se destacado na história do ceará.

Em 1919 seu pai fica cego e ela cria a Casa de Juvenal Galeno no centro de Fortaleza que virou ponto de intelectuais como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz, além de centro literário. Foi durante muito tempo secretária de seu pai escrevendo versos que ele ditava de sua rede.

Sofreu preconceitos mas abriu caminhos para o desenvolvimento literário do Ceará estimulando jovens escritores ao promover conferências.

Promoveu  e divulgou novos escritores da ala feminina  ao criar a Editora Henriqueta Galeno onde foi publicados mais de cem livros, dentre eles Mulheres do Brasil de autoria da Ala Feminina de Juvenal Galeno.

Em 1933 representou o Ceará no "Primeiro Congresso Feminista do Brasil". Neste congresso as mulheres reinvidicavam o direito de voto e igualdade dos salários, além de trabalhar nas repartições públicas.

A Casa de Juvenal Galeno ainda hoje é ponto de referência para a literatura cearense.

É base para academias como:
Academia Cearense de Língua Portuguesa;
Academia de Retórica;
Academia Feminina de Letras.


"Por muito tempo contive a respiração
que  de continuo me impelia
Em surtos de beleza e emoção
Para o caminho iluminado da poesia..."

terça-feira, 2 de julho de 2019

Os Sertões

 Euclides da Cunha (1866-1909)

"Mas a natureza o surpreende quando o período é o das chuvas"

" E o sertão é um paraíso... Ressurge ao mesmo tempo a fauna resistente das caatingas (...) segue o campeiro pelos arrastadores, tangendo a boiada farta, e entoando a cantiga predileta... Assim se vão os dias. Passam-se um, dois, seis meses venturosos, derivados da exuberância da terra (...)".

Esse deslumbramento alterna-se com o retrato da seca.

A Terra
O cenário do conflito. Aqui a geologia e a geografia tratam de pormenores do solo, do relevo, da flora e do clima,impiedoso no período da seca.
o relato cientifico, nestas paginas descritivas que antecedem o conflito, é talvez o mais belo livro quando trata da vegetação.

Os mandacarus, os cactos, os xiquexiques, as favelas(planta tipica da região que daria nome a uma elevacão local e teria outros significados anos mais tarde) -, a cantaduva, tudo é catalogado por uma poética científica.

O Homem
o antropólogo, o sociólogo e o etnólogo tomam a voz para desenhar a gênese do sertanejo, um hércule quasímodo:

"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário."

Trata-se da biografia de Antônio Conselheiro - um gnóstico bronco, o anacoreto sombrio dos infortunios da vida pessoal,  a transformaçao e líder religioso no crescente arraial de Canudos.

A Luta
As sucessivas tentativas de invasão de Canudos pelo exército. Somente a quarta expedição foi vitoriosa. No clímax do livro, a resistência da comunidade e os relatos das sangrentas batalhas. Euclides pormenoriza os embates entre os sertanejos e os soldados ate o desfecho:
"Canudos não se rendeu. exemplo único em toda a historia, resistiu ao seu esgotamento completo."

O corpo de Antônio Conselheiro foi retirado de escombros e a cabeça foi cortada como prêmio.

Em 6 de outubro de 1897, o cadáver de Antônio Conselheiro é encontrado e enterrado no santuário de Canudos, sua cabeça é cortada e levada ate à faculdade de medicina de Salvador para ser examinada pelo dr. Nina Rodrigues, pois para a ciencia da época a loucura, a demência e o fanatismo deveriam estar estampados nos traços de seu rosto e crânio. O arraial de Canudos foi completamente destruído.

Em 3 de marco de 1905, um incêndio na antiga faculdade de medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador, destrói a cabeça de Antônio Conselheiro, que lá se encontrava desde o final da Guerra de Canudos, em outubro de 1897.

Fonte:

http: educarparacrescer.abril.com.br
radios.ebc.com.br
coisadecearense.com.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

BARROCO


Período da segunda metade do século XVI ao início do século XVIII

Maneirismo (1530-1640) - alargamento e distorção das formas renascentistas;

Barroco (1570-1680) -  expressão depurada e estilo sóbrio; barroquismo (1600-1720) - rebuscado e excessivo. Corresponde a todas as manifestações artísticas estendendo-se à música, pintura, escultura e arquitetura.

Recebe denominações locais: marinismo (Itália), eufuísmo (Inglaterra), preciosismo (França), cultismo ou conceptismo (Portugal e Espanha).

Características principais
Oposição ao racionalismo renascentista ao voltar às questões espirituais(crise de valores)
retorno à tradição cristã;
dualismo e tensão interna;
Sentimento de transitoriedade;
pessimismo e gosto pelo macabro;
estilo com abundância de ornamento;
Abuso das figuras de linguagem;
estilo rebuscado repleto de metáforas e antíteses.

Representantes

Itália - Michelangelo, Torquato Tasso, Giovanni Marino;

Espanha - Miguel de Cervantes, Francisco Quevedo, Garcilasso de La Vega, Lope de Vega Luís de Gôngora, Tirso de Molina, Ruiz de Alarcón, Calderón de La Barca.

França - Michel de Montaigne, Honoré dúrfé, Agrippa d´Aubigné, Pierre Caneille, Blaise Pascal, Jean Racine, Jean  Bossuet, François Fénelon, Pierre de Marivaux.

Inglaterra - John Lily, Charles Lily, Christopher Marlowe, William Shakespeare, Ben Jonson.

Alemanha - Martin Oputz, Andreas Gryphius, Angelus Silesius, Hans Grimmelshavsen.

Brasil - Padre Antonio Vieira (sermões), Frei Vicente do Salvador (Crônicas), Simão de Vasconcelos, Ambrósio Fernandes Brandão, Gregório de Matos, Manoel Botelho de Oliveira, Frei Manuel de Santa Maria Itaparica.

Religiosidade atormentada se manifesta na poesia mística de São João da Cruz, Santa Tereza de Ávila ou do inglês John Donne, tingida de erotismo.

Na oratória Pe. Antonio Vieira;
Paraíso perdido de John Milton (1608-1674)
No profano, Jerusalém libertada de Torquato Tasso 
Orlando Furioso de Lodovico Ariosto (épico)

Prosa Barroca
As tortuosas histórias de amor de Honoré d´Urfé e Mlle de Scudéry (Clélia) retomam e atualizam os estilizados códigos sentimentais da literatura cortesã.
Miguel de Cervantes faz uma sátira das novelas de cavalaria em Dom Quixote. O personagem dividido entre a ilusão e a realidade é o símbolo da face idealista e aventureira do espírito humano complementado pelo seu criado Sancho Pança, arquétipo do lado realista e do bom senso.
Os ensaios de Montaigne, abordando as mais diversas áreas do conhecimento e do comportamento formulam uma visão estóica da condição humana.
Os italianos  Giovanni Caravaggio,  Graim Battista Basile e o português Gonçalo *Fernandes Trancoso publicam coletâneas infanto-juvenis na década de 1630.
Charles Perrault adapta contos Indo-europeus estabelecendo o modelo de contos de fadas.

Gonçalo Fernandes Trancoso (c.1520 - local desconhecido, 1596) um dos primeiros contistas portugueses. Pouco se sabe sobre a sua  vida para além de que viveu em Lisboa e perdeu a família,Contos e Histórias dois filhos e um neto, na peste que assolou Lisboa em 1569. Foi o autor dos de Proveito e Exemplo (1575). A sua obra teve grande sucesso na época e foi reimpressa várias vezes até ao século XVIII.

Barroco do século XVIII
Ideologia da Contra Reforma;
Estilo cultista - apelos visuais e auditivos;
Oratória sacra com Jacques Bossuet;
Cultismo de Gôngora e Conceptismo de Quevedo

História
Com a decadência do comércio das especiarias, observa-se o declínio da economia portuguesa;
Unificação da Península Ibérica (Espanha e Portugal) com o desaparecimento de D. Sebastião na África;
Unificação favoreceu a luta levada pela Cia de Jesus em nome da Contra-Reforma.
Ensino - monopólio dos jesuitas.
Censura eclesiástica - obstáculo ao avanço científico cultural enquanto a Europa efervescia com as pesquisas de Bacon, Galileu, Kepler e Newton.

Barroco no Brasil
Em 1550 a  influência da poesia barroca cresce no Brasil aumentando com o domínio espanhol.

No século XVII presença de comerciantes, invasão holandesa, apogeu e decadência da Cana de Açúcar.

Características
Antropocentrismo x teocentrismo (religiosidade medieval e paganismo renascentista)
Cultismo
Conceptismo

Padre Antonio Vieira
Gregório de Matos (Boca do Inferno) - firma-se como o primeiro poeta brasileiro satirico; também contribuiu com poesia religiosa e cultivou a lírica.

       


quinta-feira, 7 de junho de 2018

LITERATURA RUSSA II



Era Antiga
Baseava-se no cotidiano ou sobre a fusão entre religião cristã e as crenças pagãs.
 Autor principal -  Puchkin  com Poema da Campanha de Igor

Século XVII
Textos tinham como base os conhecimentos adquiridos em viagens pelos escritores no Oeste Europeu.
Autores:  Antioch Kantemir, Vasily Trediakousky, Aleksandr Radichev (filósofo liberal) e Mikhail Lomonosov.

Século XVIII
Romantismo
Temas diversificados  do realismo ao drama.
Autores
Nikolai Gogol(1809-1852) – Almas Mortas (precursor do realismo na literatura Russa). Romancista e dramaturgo, considerado o criador do romance moderno russo. Aliava realismo ao humor. Deixo Almas Mortas inacabado. 
Liev Tolstoi (Guerra e Paz, A morte de Ivan Ilitch e Ana Karenina) Autor do Romantismo. Em Guerra e Paz retrata o sentimento patriótico.
Fiodor Dostoievski  - (Noites Brancas,  Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo)
Ivan Turgueniev – Pais e Filhos (Surge o tema do niilismo de uma forma política e revolucionária do que filosófica).

Século XX
Inicio do século
 A poesia  marca a  época. Anton Chekhov(29/01/1860-15/07/1904) é o mestre da poesia e do conto. Ganhou o premio Pushkin.
Vladimir Maiakovski (19/07/1893 - 14/04/1930)- um dos maiores poetas do século XX
Emprega linguagem do dia a dia.

Era Soviética
Poucos escritores se destacaram, Entre eles Victor Pelevin e Vladimi Sorokin

Século XXI
Interesse na literatura das províncias como Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações.

Fonte: Wikipédia e Enciclopédia Barsa

domingo, 20 de maio de 2018

LITERATURA FEMININA CEARENSE

Tal como os Outeiros o ingresso da literatura feminina no ceará foi através  da poesia.

Úrsula Garcia [3/03/1864(Aracati) - 26/07/1905 (Recife)], jornalista, cronista, contista e romancista.
Colaborou em jornais e revistas do Ceará
Obras
Recife -  
O livro da  bela (1901)

Primeiras décadas do século XX
Ana Nogueira Batista [22/10/1878 (Icó) - 22/05/1967 (Niterói)] - uma das fundadoras da revista "O Lyrio". Usou a poesia para lutar contra a escravidão e defender a emancipação das mulheres

Emília Freitas [15/11/1855(Jaguaruana) -18/10/1908] - Primeira romancista cearense;
(Primeira mulher a publicar um livro de poemas no Ceará)
O lyrio
Canções do lar;  
A rainha do ignoto (antecipou a literatura fantástica no Brasil);
O Renegado (romance)

Francisca Clotilde  (19/10/1862(Tauá-CE)  - 8/12/1935(Aracati-CE))
Contista de Tauá(1897), romancista, teatróloga, jornalista; abolicionista; pioneira no movimento feminista; Fundou a Liga Feminina Cearense
Obras:
 Lições de  aritmética; Coleção de contos; A divorciada;
poesias em jornais e revistas; 

Ana Facó (Beberibe) - [10/04/1855 - 22/06/1922]
romancista, contista; teatróloga; poetisa; memorialista.
Romance
Nuvens
Rapto jocoso

Contos
Minha palmatória

Teatro
Comedias a cançonete

Alba Valdez (18/12/1874-05/02/1963)
De Uruburetama (Itapaje), Pertenceu ao Centro Literário, Instituto do Ceará e Liga Feminina Cearense
Obras
Em sonho(1904)
Dias de luz (1907) crônicas

Abigail Sampaio (Paracuru) 9/12/1897
Luar da Pátria
Átomos e Centelhas

Jandira de Carvalho

Fernanda Brito

Maria de Lourdes Vasconcelos
Coletanea Poetas cearenses

Consta na Evolução da poesia e do romance cearense de Artur Eduardo Benevides
Era irma da poetisa Maria Sampaio (Paracuru  -7/01/1888)
Figura na antologia dos Sonetos cearense
1998 - Victor guimaraes
coautora de atomos e centelhas

1948
Jandira Carvalho, Fernando Brito, Maria  Lourdes Vasconcelos Pinto
e Stefania Rocha Bezerra
Publicou o livro de poemas  TETRACORDE (1952)
novos incluidos  na antologia dos poetas da nova geração Rio, 1950 Editora Pongetti
com prefácio de Alvaro Moreira da Rocha Nogueira; passaria a figurar no livro de Candida Galeno: Trovadores cearenses (fortaleza 1976)

Posteriormente novas produções e novas poetisas
Dolores furtado - Pétalas ao vento
Campo santo
Contos e preces (1951)
meus versos 1962

Maria Nilse de Spoiusa - Zabumba (1962) ; Hora presente (1968) Augusto Campos
É outro o meu destino (1965) p. 73
Pensando em você (1970)

Terezinha Bedê  - Divina inspiração (1967) ; A Escola Declama (1968)
A Rosa de Sol (1974) 

Risette Cabral Fernandes
Poesias Lendas e Canções (1968)
Rosana (1974)

Ana Frota Mendes
Poemas e trovas que falam (1974)
Poemas e Hinos (1981)

Júlia Galeno - crepúsculo iluminado(1969) 

Julieta Faheina Chaves:
Rosas do meu senhor (1970)
Sonata de trovas (1976)

Marinina Benevides:
Imagens e fantasia (1975)

Beatriz Alcântara:
Boletim de poesias (1977)

Ludmila Mendonça:
Momentos (1979)

Irmã Amélia Férrer:
Em busca da plenitude (1980)

Fernanda Benevides
Folhas ao vento  (1980)

Claudete Lima
Felicidade procura-se (1981)

Cléa Vasconcelos:
Estrela Inquieta (1981)

Irani Augusto
Somente memórias (1982)

Aila Diogo
Viagem ao redor de mim (1982)

Maria Adélia Leitão
Retalhos (1982)

Iracema Régis
Poesias(1983)

Luzinete de Lemos Araújo
Raízes (1983)

Maria Eurenice Coelho
Flagrantes do tempo (1983)

Rita de Cássia Araújo
Cores (1984) 

Angelina Coelho
O Orós em delírio (1962)
Luzes do pensamento (1963)
Ela e a solidão
Nas horas do silêncio  (1966)
O jangadeiro
Aquele vaqueiro
São sete poemas
Fonte da saudade
O mundo das ilusões (1970)
Tiradentes
O grito real
Vida eterna
Contos dos cantos
Nos domingos que são meus
Todo dia é saudade (1972)

Rachel de Queiroz - Mandacaru

Henriqueta Galeno - Força Indômita

Violeta de Paiva de Castro - Voo rasante

Elma de Sousa Alves - Vermelho e amarelo Em Campo verde

Maria de Lourdes Vasconcelos Pinto - Poemas de duas faces 

Marly Vasconcelos - Sala de Retratos

Auristela Bezerra - Sessenta e cinco sonetos

Telma Helena Aragão - Implosão

Eliane Lopes - Canto Juvenil

Maria Irene Nobre - Retratos na areia

Eva Paiva - Radiorama (Citado por Victor Guimarães nos Sonetos Cearenses como no prelo em 1938.

Longa Ficção
Escritoras Inéditas

Julieta Filgueiras - Aroeira (romance histórico baseado nas origens de Lavras da Mangabeira)

Auristela Bezerra   -  Em busca do amor 

Henriqueta Galeno (23/02/1887- 10/11/1964)  - grande dama da literatura cearense, organizou Mulheres admiráveis (1965).Fundou a Casa de Juvenal Galeno e a dirigiu por meio século substituida por Candida Galeno. 
Henriqueta Galeno criou ainda a "Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno" (Jandira Carvalho, Fernanda Brito, Geraldina Amaral, Ruth Galeno Alencar, Ana Frota Mendes, Dolores Furtado, Olga Monte Barroso, Nazareth Serra, Anahide? Andrade, Risete Cabral Fernandes, Maria Orildes Sales Freitas, Maryse Weine Cunha, Maria Ilma de Lima, Maria de Lourdes Vasconcelos Pinto,  Alba Frota, Maria Adísia Barros de Sá.)

Adísia Sá  - Filósofa e jornalista. Escreveu O homem e os espaços existenciais como formas de comunicação (1980)

Escritoras que não nasceram no Ceará
Serafina Pontes (carioca) - Livro D' Alma (1894)
Carmelita Setúbal (Amazonense) -  Retalhos D'Alma (1963)
                                                         Gravetos de sonhos  (1964)
                                                         Trovas e poemas (1965)
                                                         Flor de Mandacaru (1971)
Alvina Grameiro (piauiense) -         Órfão de sonhos (1967)
                                                         Quinze contos que o destino escreveu (1970)
Rita de Lara ( Amazonense) -          Lantejoulas (1968)
Marilita Pozzoli (Paraibana) -          Enquanto espero as rosas (1969)                                                 
                                                         Atire a primeira flor (1974)
Loudes F Araujo  (paulista) -           Folhas reunidas (1979)
Margarida Alacoque -(pernambucana) -
                                               



Escritores Negros



Considera-se literatura negra aquela feita por negros ou por descendentes negros assumidos com visões de mundo, ideologias, condições sociais e históricas com posição de resistência e luta pela afirmação e pelo reconhecimento social do negro. 


SÉCULO XVII
Luta pelo respeito a intelectualidade negra brasileira nos versos satíricos de Gregório de Matos.

SÉCULO XIX
presença significativa a partir desse século

Abdias Nascimento  - defensor dos direitos civis e humanos da população negra.

José do Patrocínio

Trajano Galvão de Carvalho

Joel Rufino dos Santos 

 Milton Santos 

 Hélio Santos


SÉCULO XX
Lima Barreto

Paula Brito  - poeta e editor. Primeiro a publicar Machado de Assis.

Cruz e Sousa

Aluisio Azevedo (O Mulato, O Cortiço) 

Cuti (SP)

Lino Guedes  (1897-1951)
O Canto do cisne preto (1926)
Urucungo(1936)
Negro preto cor da noite (1936)

Outros escritores

Abelardo Rodrigues 
 Adão Ventura
Arnaldo Xavier
Éle Semog
Paulo Colina
W. J. de Paula
José Alberto de Oliveira de Souza
Eduardo de Oliveira
Oswaldo de Camargo
Antônio Vieira
Antônio Vieira
Ronald Tutuca
Carlos Assumpção 




LITERATURA FEMININA AFRODESCENDENTE

Maria Firmina dos Reis
Primeira  romancista brasileira. Nasceu no Maranhão  em 1825. Viveu 92 anos, teve diversas publicações. Úrsula, considerado um dos primeiros escritos produzidos por uma mulher no Brasil. Durante a campanha abolicionista, o livro A Escrava reforçou a postura antiescravista de Maria  Firmina, que é compositora do hino da Abolição da Escravatura. Fundadora da primeira escola mista e gratuita do Estado, lutou pela educação, igualdade racial e de gênero.

Carolina Maria de Jesus
Trabalhava como catadora e registrava seu cotidiano em páginas amareladas  encontradas no lixo. Quarto de despejo: diário de uma favelada trata do dia a dia  de uma mulher negra, mãe, pobre e favelada.  O livro foi publicado em 1960 . Publicou ainda Casa de Alvenaria, Pedaços da fome, Provérbios, Onde estais felicidade.


Jeniffer Nascimento
Escreve temas de amor, identidade, machismo, racismo. Voz feminista negra que grita na periferia por poesia. Tem poemas publicados no antologia  Pretextos de Mulheres Negras (Obra de  poemas que conta com a participação de 22 mulheres negras. Primeiro livro de sua autoria: Terra Fértil pelo coletivo Mjiba.

Jarid Arraes
Mostra sua indignação com versos fortes por meio de cordéis, 40 títulos publicados, o mais popular Não me chame de Mulata rendeu discussões nas redes sociais. Em As Lendas de Dandara aborda o tráfico humano e a escravidão contando a história da guerrilheira quilombola Dandara dos Palmares. É comprometida com projetos de direitos humanos e tem uma coluna semanal na revista fórum chamada “Questão de Gênero”

Ana Maria Gonçalves
Obras:
Ao lado e à margem do que  sentes por mim; Um defeito de cor (2006), ganhou o Prêmio Casa de Las Américas. A obra é inspirada na história de Luisa Mahin (ex-escrava de revoltas e levantes dos escravos que sacudiram a Província da Bahia, o poeta e abolicionista Luís Gama,   filho de Luisa Mahin, , a descreveu como uma mulher baixa, magra, bonita, de dentes alvíssimos como a neve. Esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838).

Conceição Evaristo 
Doutora em literatura publicou seu primeiro poema em 1990 no 13º volume dos Cadernos Negros. Desde então publicou poemas e contos em diversas antologias.  Escreveu Olhos d´Água (contos e Prêmio Jabuti de 2015), Ponciá Vicêncio (romance), Becos da Memória (2006), Poemas da Recordação e outros movimentos, Insubmissas lágrimas de mulheres,  Histórias de leves enganos e parecenças, participou das antologias Cadernos Negros, Contos Afros, Contos do Mar sem fim, Questão de pele. Publicações no exterior:  L'histoirele Ponciá e Banzo, memoires de la favela.

Alzira Rufino
Enfermeira engajada no apoio as vitimas de violência racial, doméstica e sexual. Foi a primeira escritora negra a ter seu depoimento gravado no Museu de Literatura Mario de Andrade.

Geni Guimarães
Em 1979 lançou seu primeiro Livro de Poemas Terceiro Filho, Leite do Peito (Fundação Nestlé), A cor da Ternura (Prêmio Jabuti e Adolfo Aisen).

Miriam Alves
Ministrou os cursos de “ Literatura e Cultura Afro-brasileira” na Escola de Português de MiddLeburx College em 2010  nos Estados Unidos. Fez parte do Quilombohoje (grupo paulistano de escritores).
Livros publicados:
Momentos de busca; Estrelas nos dedos; Terramara (peça teatral);
Brasilafro Auto rrevelado, Bará – na trilha do vento (ensaio)
Mulher Mat(r)iz – contos
Textos nos Cadernos Negros em antologias.

Lia Vieira
Autora de Só as mulheres Sangram (Record). Formada em Economia, Turismo, Letras, Doutora em Educação, Artista Plástica, dirigente da Associação de Pesquisa da Cultura Afro-brasileira,

Cristiane Sobral
Tem três obras – Não vou mais lavar pratos(poesias); Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção (contos);  Em só por hoje vou deixar meu cabelo em paz (poemas); Sobreviventes. Publicou artigos acadêmicos sobre relações sociais e de gênero. Seu primeiro livro foi Cada Tridente em seu Lugar (aborda o tema do acesso e permanência dos negros na universidade).

Esmeralda Ribeiro
Livro Malungos e Milongas (Contos);Temas: suspense, magiae  surrealismo policial.

Mel Duarte
Obras: Negra, nua e crua; Fragmentos dispersos.


Outras escritoras que vale a pena pesquisar 

Sueli Carneiro
Luiza Barros
Leila Gonzales
Laura Natália
Maria da Paixão

Fonte: Bianca Gonçalves – Pesquisadora da USP. Idealizadora do projeto “Leia Mulheres Negras”



quinta-feira, 1 de março de 2018

REALISMO MÁGICO


 O Realismo Mágico é uma escola literária surgida no início do século XX.

É  conhecida também como Realismo Fantástico ou Realismo Maravilhoso, sendo este último nome utilizado principalmente em espanhol.

 É considerada a resposta latino-americana à literatura fantástica européia.

O Realismo Mágico se desenvolveu fortemente nas décadas de 1960 e 1970,  como produto de duas visões que conviviam na América Hispanica também no Brasil:  a cultura da tecnologia e a cultura da superstição.

Surgiu como forma de reação, contra o regime ditatorial desse período.

O Realismo Mágico é literatura de denúncia, satírica e irônica
 Arturo Uslar Pietri (venezuelano) é considerado o pai do Realismo Mágico.

Alejo Carpentier ( cubano)

Isabel Allende (Peruana de ascendência chilena)

Gabriel Garcia Marquez (colombiano)   

Manuel Scorza (colombiano) descreve em suas cinco novelas as lutas do homem do campo nos Andes

Julio Cortázar e Jorge Luis Borges (argentinos).

Murilo Rubião, José J. Veiga e Dias Gome (brasileiros).

Alejo Carpentier, no prólogo de O Reino deste mundo enquadra sua obra como Realismo Maravilhoso (realismo mágico),

Obra representativa desse estilo -  Cem anos de solidão (Gabriel García Márquez)

Características do Realismo Mágico

Elementos mágicos ou fantásticos considerados normais pelos personagens;

elementos mágicos intuitivos, mas nunca explicados;

Acontecimentos fantásticos reais, improváveis de acontecer;

Percepção do tempo como cíclico ao invés de linear

Distorção do tempo (presente se repete ou se parece com o passado)

Experiências sobrenaturais ou fantásticas;


Real maravilhoso –      Realismo Mágico

                                       Realismo fantástico

O Realismo Mágico latino americano nasceu do quadro político, econômico e social vigente na América Latina dos anos 60 e 70: ditaduras e revolução cubana

Obras

O Reino deste mundo (1949) do cubano Alejo Carpentier

Pedro Páramo (1953) do mexicano Juan Rulfo

Paraíso(1960) do cubano José Lezama Lima

O Jogo da amarelinha (1963) do argentino Júlio Cortázar

Gabriel Garcia Marques -  Cem Anos de solidão (1967); O Outono do patriarca

Representado também por autores europeus

Ítalo Calvino – O Visconde partido ao meio (1952);   Cidades Invisíveis