sábado, 16 de janeiro de 2021

ESCOLAS LITERÁRIAS BRASILEIRAS

BARROCO

Dualismo

Valores Renascentistas x Valores Medievais

(Gregório de Matos)

ARCADISMO

Racionalismo

Retomada dos valores clássicos

Fuga da cidade (bucolismo)

(Marília de Dirceu - Tomás Antonio Gonzaga)


ROMANTISMO

Liberdade de criação

Anticlassicismo 

Nacionalismo

Indianismo

fuga da realidade


REALISMO

Objetividade

Racionalidade

crítica dos valores burgueses


NATURALISMO

Descritivismo

Amoralismo

Zoomorfização dos personagens (comportamento animal)

Abordagem do coletivo (Romance O Cortiço)


SIMBOLISMO

Sugestão

Descrição

Misticismo

Musicalidade

Sinestesia (sensações diferentes)

Temas macabros


PARNASIANISMO

Objetividade

Tradição clássica

Vocabulário culto


PRÉ - MODERNISMO

Mistura de tendências

Denúncia da realidade

Retrata tipos marginalizados pela sociedade (Os Sertões)


MODERNISMO

Semana de Arte Moderna

Ruptura formal e estética

Linguagem coloquial

Nacionalismo

(Macunaíma - Mário de Andrade)


VANGUARDAS

Futurismo - progresso

Cubismo - geometrização

Dadaísmo - radical

Expressionismo - angústia

Surrealismo - subconsciente

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

LITERATURA FRANCESA

IDADE MÉDIA

Influencia da Europa
Séc. XI - Trovadores
Narravam as canções de gesta (feitos, histórias) dos heróis medievais e antigos.
Carlos Magno
Cancao de rolando
Rei Arthur e cavaleiros da  Távola Redonda
Tristao e Isolda
Lançarote
Demanda do Santo Graal

Inspiradoras dos poetas - damas e esposas dos senhores feudais.
Batalhas poéticas entre trovadores.

SÉCULO XV
Cronistas
Francois Villon

Séc XVI (Renascimento)
Rabelais - Satiriza a cultura do seu tempo
Montaigne (politica e religião)

SÉCULO XVII
Moliére
Racine

SÉCULO XVIII
Voltaire
Diderot
Rousseau - O príncipe

SÉCULO XIX
Balzac - A comédia humana

Meados do século (simbolismo)
Baudelaire
Rimbaud
Verlaine
Mallarmé

Final do século
Zola
Flaubert - Madame Bovary

SÉCULO XX

Valèry
Proust (introspecção, nostalgia, memória)
Andre Breton
Apolinaire (subconsciente)

Anos 30
Sartre (pai do existencialismo)
Simone de Beauvoir
Camus

Anos 60
Natalie Serraut
Helene Cixous

Anos 80

Anos 90

séc XXI


LIMA BARRETO

Era filho de tipografo nascido escravo e de uma filha de escrava agregada.
A mae, educada com esmero, foi professora.

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881 no Rio de Janeiro. Órfão de Mãe, tem trajetória brilhante na escola. Adulto, foi  jornalista e trabalhou no Ministério da Guerra. É internado num hospício.

Faleceu em 1922.

Além de cinco romances publicados, publicou também sátiras, contos, artigos e crônicas.

Foi crítico da Republica Velha revelando os privilégios da família aristocrática e dos militares.

Sua obra  Triste fim de Policarpo Quaresma  tem as características:

Símbolo de rebeldia;

Linguagem coloquial;

Denunciava o sofrimento dos mais pobres;

Optava pela cultura dos indígenas, pelo violão, em detrimento da norma culta.

O livro espelha o conservadorismo social de então e a trajetória de um sonhador que tenta reformá-lo.

As situações que Lima Barreto tentava consertar com a sua ironia e seu protesto literário ainda estão presentes no Brasil.


O LIVRO É DIVIDIDO EM TRES PARTES

1) Descreve a rotina do Major Policarpo Quaresma, que não era major, mas apenas um apelido.
Policarpo era um homem respeitado pela vizinhanca, mas o achavam estranho por causa do seu amor pelos livros e pelo patriotismo exaltado. Alem de aprender violão, também se dedicava aos estudos tupi-guarani.
Policarpo buscava coisas verdadeiramente brasileiras, desde comida, até a vestimenta. O auge de seu amor pela pátria foi quando fez um ofício para o ministro, escrito em tupi, defendendo que a língua oficial deveria ser o tupi. Como consequência, foi internado por seis meses em um hospício.

2) Seguindo o conselho de sua afilhada Olga, Policarpo compra um sítio e se muda para lá com sua irmã. Chama o sitio de O sossego. Passa a estudar botânica e aproveitar ao máximo a terra brasileira, que segundo ele, era a melhor. Até que um dia o tenente Antonio Dutra, escrivão, foi até a casa de Policarpo lhe pedir ajuda para a Festa da Conceicao. O major, contrário à política e das suas trocas de favores, nega ajuda. A partir de então os políticos da área começam a fazer de tudo para prejudicar o sitio. Começam a cobrar taxas e impostos que não eram cobrados anteriormente.

3) Policarpo volta para a cidade assim que sabe que esta ocorrendo uma revolta. O major faz um memorial acerca de suas experiencias com a agricultura e entrega ao Marechal Floriano que o convida para ingressar na revolta. Policarpo aceita e é listado como Major.
Com a revolta, o cotidiano do Rio muda e a guerra acaba fazendo parte do cotidiano dos brasileiros. Ricardo, amigo de Policarpo, por ser considerado um patriota rebelde, é convocado para fazer parte como voluntário. Preocupado, Ricardo pede ajuda ao Major, que não pode fazer nada.
No decorrer da guerra, Policarpo dá ordens, vai para troca de tiros e mata um homem. Muito arrependido escreve a sua irmã com sentimento de perdao e culpa.
A revolta tem seu fim e Policarpo é levado para uma prisão sem motivo . Quaresma se questiona por que ele, sendo tao patriota e apaixonado pelo país, tem aquele fim.

HISTÓRIAS CURTAS DO CEARÁ

Primeiro contista cearense - Juvenal Galeno

Pioneiros - Araripe Júnior
                   José de Alencar
                   Franklin Távora

1880 - Ligados ao Clube Literário (1867-1888)
Oliveira Paiva
Francisca Clotilde
José Carlos Júnior
Rodolfo Teófilo

Início Século XX
Gustavo Barroso
Herman Lima

Década de 40 - Consolidação  do Conto Moderno no Ceará

O Grupo Clã - e sua revista Edições Clã (1943)
Braga Montenegro (Sentido de universalidade segundo o escritor Francisco Carvalho)
Moreira Campos
Fran Martins
Eduardo Campos (mestre do conto psicológico)
Lúcia Martins

Após 1960
Caio Porfírio Carneiro
José Alcides Pinto (adepto do realismo fantástico)
 Juarez Barroso

Anos 70
Carlos Emílio (frase labiríntica)
Airton Monte
Natércia Campos
Barros Pinho

1975
Revista O Saco - divulga o trabalho dos novos contistas no resto do país.

Grupo Siriará de Literatura
Aglutina os escritores cearenses em torno de um programa e de uma revista

Anos 80
Surgem diversos grupos com jornais e revistas
Seara - Revista de Literatura (1986)
Natercia Campos
Jorge Pieiro - destacou-se nacionalmente

Anos 90 - Revistas Literárias
O Pão (1982)
Espiral: Revista Literária (1995)
Almanaque de Contos Cearenses (considerada única revista de contos (1997) - Única edição
Literapia - Revista de literatura da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (1999)

Autores
Batista de Lima (regional)
Tércia Montenegro (recriação do maravilhoso)
Ana Miranda - Noturnos (1999)
Jorge Pieiro  (o absurdo)
Dimas Carvalho - (recria o fantástico)
Ronaldo Correia de Brito - As Noites e os dias
Rinaldo de Fernandes

Destaque
Rachel de Queiroz - A Casa do Morro Branco


Fonte: Revista Discutindo Literatura, n. 6




sábado, 31 de agosto de 2019

HENRIQUETA GALENO (23/02/1887-10/09/1964



Escritora cearense, filha do escritor Juvenal Galeno, criador da poesia popular brasileira.

Segunda mulher a se diplomar em Direito no Ceará e a entrar na  Academia  Cearense de Letras.

Rabiscava versos quando criança. Culta e letrada tinha uma postura avançada para a época. Escrevia e participava de reuniões com o pai e outros escritores em movimentos literários da época na capital do Ceará.

Escreveu poesias, crônicas, prosa e artigos para jornais. Escreveu a  obra Mulheres admiráveis,  sobre mulheres que haviam se destacado na história do ceará.

Em 1919 seu pai fica cego e ela cria a Casa de Juvenal Galeno no centro de Fortaleza que virou ponto de intelectuais como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz, além de centro literário. Foi durante muito tempo secretária de seu pai escrevendo versos que ele ditava de sua rede.

Sofreu preconceitos mas abriu caminhos para o desenvolvimento literário do Ceará estimulando jovens escritores ao promover conferências.

Promoveu  e divulgou novos escritores da ala feminina  ao criar a Editora Henriqueta Galeno onde foi publicados mais de cem livros, dentre eles Mulheres do Brasil de autoria da Ala Feminina de Juvenal Galeno.

Em 1933 representou o Ceará no "Primeiro Congresso Feminista do Brasil". Neste congresso as mulheres reinvidicavam o direito de voto e igualdade dos salários, além de trabalhar nas repartições públicas.

A Casa de Juvenal Galeno ainda hoje é ponto de referência para a literatura cearense.

É base para academias como:
Academia Cearense de Língua Portuguesa;
Academia de Retórica;
Academia Feminina de Letras.


"Por muito tempo contive a respiração
que  de continuo me impelia
Em surtos de beleza e emoção
Para o caminho iluminado da poesia..."

terça-feira, 2 de julho de 2019

Os Sertões

 Euclides da Cunha (1866-1909)

"Mas a natureza o surpreende quando o período é o das chuvas"

" E o sertão é um paraíso... Ressurge ao mesmo tempo a fauna resistente das caatingas (...) segue o campeiro pelos arrastadores, tangendo a boiada farta, e entoando a cantiga predileta... Assim se vão os dias. Passam-se um, dois, seis meses venturosos, derivados da exuberância da terra (...)".

Esse deslumbramento alterna-se com o retrato da seca.

A Terra
O cenário do conflito. Aqui a geologia e a geografia tratam de pormenores do solo, do relevo, da flora e do clima,impiedoso no período da seca.
o relato cientifico, nestas paginas descritivas que antecedem o conflito, é talvez o mais belo livro quando trata da vegetação.

Os mandacarus, os cactos, os xiquexiques, as favelas(planta tipica da região que daria nome a uma elevacão local e teria outros significados anos mais tarde) -, a cantaduva, tudo é catalogado por uma poética científica.

O Homem
o antropólogo, o sociólogo e o etnólogo tomam a voz para desenhar a gênese do sertanejo, um hércule quasímodo:

"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário."

Trata-se da biografia de Antônio Conselheiro - um gnóstico bronco, o anacoreto sombrio dos infortunios da vida pessoal,  a transformaçao e líder religioso no crescente arraial de Canudos.

A Luta
As sucessivas tentativas de invasão de Canudos pelo exército. Somente a quarta expedição foi vitoriosa. No clímax do livro, a resistência da comunidade e os relatos das sangrentas batalhas. Euclides pormenoriza os embates entre os sertanejos e os soldados ate o desfecho:
"Canudos não se rendeu. exemplo único em toda a historia, resistiu ao seu esgotamento completo."

O corpo de Antônio Conselheiro foi retirado de escombros e a cabeça foi cortada como prêmio.

Em 6 de outubro de 1897, o cadáver de Antônio Conselheiro é encontrado e enterrado no santuário de Canudos, sua cabeça é cortada e levada ate à faculdade de medicina de Salvador para ser examinada pelo dr. Nina Rodrigues, pois para a ciencia da época a loucura, a demência e o fanatismo deveriam estar estampados nos traços de seu rosto e crânio. O arraial de Canudos foi completamente destruído.

Em 3 de marco de 1905, um incêndio na antiga faculdade de medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador, destrói a cabeça de Antônio Conselheiro, que lá se encontrava desde o final da Guerra de Canudos, em outubro de 1897.

Fonte:

http: educarparacrescer.abril.com.br
radios.ebc.com.br
coisadecearense.com.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

BARROCO


Período da segunda metade do século XVI ao início do século XVIII

Maneirismo (1530-1640) - alargamento e distorção das formas renascentistas;

Barroco (1570-1680) -  expressão depurada e estilo sóbrio; barroquismo (1600-1720) - rebuscado e excessivo. Corresponde a todas as manifestações artísticas estendendo-se à música, pintura, escultura e arquitetura.

Recebe denominações locais: marinismo (Itália), eufuísmo (Inglaterra), preciosismo (França), cultismo ou conceptismo (Portugal e Espanha).

Características principais
Oposição ao racionalismo renascentista ao voltar às questões espirituais(crise de valores)
retorno à tradição cristã;
dualismo e tensão interna;
Sentimento de transitoriedade;
pessimismo e gosto pelo macabro;
estilo com abundância de ornamento;
Abuso das figuras de linguagem;
estilo rebuscado repleto de metáforas e antíteses.

Representantes

Itália - Michelangelo, Torquato Tasso, Giovanni Marino;

Espanha - Miguel de Cervantes, Francisco Quevedo, Garcilasso de La Vega, Lope de Vega Luís de Gôngora, Tirso de Molina, Ruiz de Alarcón, Calderón de La Barca.

França - Michel de Montaigne, Honoré dúrfé, Agrippa d´Aubigné, Pierre Caneille, Blaise Pascal, Jean Racine, Jean  Bossuet, François Fénelon, Pierre de Marivaux.

Inglaterra - John Lily, Charles Lily, Christopher Marlowe, William Shakespeare, Ben Jonson.

Alemanha - Martin Oputz, Andreas Gryphius, Angelus Silesius, Hans Grimmelshavsen.

Brasil - Padre Antonio Vieira (sermões), Frei Vicente do Salvador (Crônicas), Simão de Vasconcelos, Ambrósio Fernandes Brandão, Gregório de Matos, Manoel Botelho de Oliveira, Frei Manuel de Santa Maria Itaparica.

Religiosidade atormentada se manifesta na poesia mística de São João da Cruz, Santa Tereza de Ávila ou do inglês John Donne, tingida de erotismo.

Na oratória Pe. Antonio Vieira;
Paraíso perdido de John Milton (1608-1674)
No profano, Jerusalém libertada de Torquato Tasso 
Orlando Furioso de Lodovico Ariosto (épico)

Prosa Barroca
As tortuosas histórias de amor de Honoré d´Urfé e Mlle de Scudéry (Clélia) retomam e atualizam os estilizados códigos sentimentais da literatura cortesã.
Miguel de Cervantes faz uma sátira das novelas de cavalaria em Dom Quixote. O personagem dividido entre a ilusão e a realidade é o símbolo da face idealista e aventureira do espírito humano complementado pelo seu criado Sancho Pança, arquétipo do lado realista e do bom senso.
Os ensaios de Montaigne, abordando as mais diversas áreas do conhecimento e do comportamento formulam uma visão estóica da condição humana.
Os italianos  Giovanni Caravaggio,  Graim Battista Basile e o português Gonçalo *Fernandes Trancoso publicam coletâneas infanto-juvenis na década de 1630.
Charles Perrault adapta contos Indo-europeus estabelecendo o modelo de contos de fadas.

Gonçalo Fernandes Trancoso (c.1520 - local desconhecido, 1596) um dos primeiros contistas portugueses. Pouco se sabe sobre a sua  vida para além de que viveu em Lisboa e perdeu a família,Contos e Histórias dois filhos e um neto, na peste que assolou Lisboa em 1569. Foi o autor dos de Proveito e Exemplo (1575). A sua obra teve grande sucesso na época e foi reimpressa várias vezes até ao século XVIII.

Barroco do século XVIII
Ideologia da Contra Reforma;
Estilo cultista - apelos visuais e auditivos;
Oratória sacra com Jacques Bossuet;
Cultismo de Gôngora e Conceptismo de Quevedo

História
Com a decadência do comércio das especiarias, observa-se o declínio da economia portuguesa;
Unificação da Península Ibérica (Espanha e Portugal) com o desaparecimento de D. Sebastião na África;
Unificação favoreceu a luta levada pela Cia de Jesus em nome da Contra-Reforma.
Ensino - monopólio dos jesuitas.
Censura eclesiástica - obstáculo ao avanço científico cultural enquanto a Europa efervescia com as pesquisas de Bacon, Galileu, Kepler e Newton.

Barroco no Brasil
Em 1550 a  influência da poesia barroca cresce no Brasil aumentando com o domínio espanhol.

No século XVII presença de comerciantes, invasão holandesa, apogeu e decadência da Cana de Açúcar.

Características
Antropocentrismo x teocentrismo (religiosidade medieval e paganismo renascentista)
Cultismo
Conceptismo

Padre Antonio Vieira
Gregório de Matos (Boca do Inferno) - firma-se como o primeiro poeta brasileiro satirico; também contribuiu com poesia religiosa e cultivou a lírica.