Rubem Fonseca
(Juiz de Fora, 11 de maio de 1925).
Escritor e roteirista de cinema.
Formado em Direito, ex delegado.
Prémio Camões (2003).
As obras de Rubem Fonseca retratam, em estilo seco e direto, a luxúria e a violência urbana, em um mundo onde marginais, assassinos, prostitutas, miseráveis e delegados se misturam .
Romances
O caso Morel (1973)
A grande arte (1983)
Bufo & Spallanzani (1986)
Vastas emoções e pensamentos imperfeitos (1988)
Agosto (1990) - retrata as conspirações que resultaram no suicídio de Getulio Vargas.
O Selvagem da ópera (1994) – retrata a vida de Carlos Gomes
O Doente Molière (2000)
Diário de um fescenino (2003)
Mandrake, a bíblia e a bengala (2005)
O Seminarista (2009)
José (2011)
Contos
Os Prisioneiros (1963)
A Coleira do cão (1965);
Lúcia McCartney (1967);
Feliz Ano Novo (1975) - proibido pela censura em 1976 e liberado em 1989 após batalha judicial;
O Cobrador (1979);
Romance negro e outras histórias (1992);
O Buraco na parede (1995);
Histórias de amor (1997);
A Confraria dos espadas (1998);
Secreções, excreções e desatinos (2001);
Pequenas criaturas (2002);
64 Contos de Rubem Fonseca (2004);
Ela e outras mulheres (2006);
Axilas e Outras Histórias Indecorosas (2011).
Outros
O Homem de fevereiro ou março (antologia, 1973);
E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto (novela, 1997).
O romance morreu (crônicas, 2007);
64 Contos de Rubem Fonseca (Antologia de contos, 2004).
segunda-feira, 11 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
LITERATURA AFRO-BRASILEIRA
LITERATURA AFRO-BRASILEIRA
Expressa uma visão de mundo específica dos afro-brasileiros.
Revalorização da herança cultural africana através da
escrita literária.
Enquanto movimento de afirmação da identidade negra a literatura infanto juvenil não segue uma
trajetória.
Há produções individuais e poucos escritores voltados para a
tessitura de protagonistas negros.
Até os anos 80
Ideais racistas e inferiorizantes. Os protagonistas das
histórias exercem papéis de passividade.
Joel Rufino dos Santos
Heloísa Pires Lima
Geny Guimarães
Júlio Emílio Braz – Lenda da África
Inaldete Pinheiro Andrade
Aroldo Machado
Petrovich & Machado
Rogério Andrade Barbosa
Mia Couto – Terra sonâmbula
Obras recentes (Anos
90 até época atual)
Escritores cujas produções há personagens e protagonistas
negros e prevalece o espaço sendo africano e americano. São inovadores em face
dos personagens os quais rompem com ideários racistas e inferiorizantes.
Autores que publicaram
narrativas com personagens protagonistas negros.
Ana Maria Machado -
Menina bonita do laço de fita;
Ziraldo – O menino marron
Lúcia Pimentel Góes
Jonas Ribeiro
Mirna Pinsky
Ganymédes José
Luís Galdino
Giselda Laporta Nicoelis
Carla Caruso
Georgina Martins
Tatiana Belinky
Obras que implementam
a lei federal 10.639/03
Tanto, tanto –
Espaço EUA (Cotidiano familiar)
Histórias da preta
– identidade negra, auto estima, cosmovisão afriacana.
A cor da ternura
– identidade negra, relação familiar,
auto estima (espaço Brasil zona rural
Fica comigo –
relação familiar entre mãe e filho. Espaço indefinido.
As tranças de Bintou
– identidade negra / auto estima/ relação familiar/ espaço África.
Todos esses livros exercem várias faces dos protagonitas
negros e vivenciam crises existenciais .
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Centenário de Jose J Veiga
José Veiga ( conhecido como José
J. Veiga)
Escritor
brasileiro,
considerado um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico.
Estreou na literatura
aos 44 anos de idade, com o livro de contos Os cavalinhos de Platiplanto
(ganhador do prêmio Fábio Prata em 1959).
Teve seus livros
publicados nos Estados Unidos, Inglaterra,
México,
Espanha,
Dinamarca,
Suécia,
Noruega
e Portugal.
Ganhou, pelo
conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras.
Hoje, a rodovia
GO-225, que liga sua cidade natal à capital
goiana, tem seu nome.
A sua obra A Hora dos Ruminantes foi incluída, por um júri
escolhido pelo jornal mais influente de Goiás, O Popular, na lista dos 20
livros mais importantes de Goiás no século XX, tornando-se assim obra canônica.
Obras de José J Veiga
Os Cavalinhos de Platiplanto (1959);
A Hora dos Ruminantes (1966);
A Estranha Máquina Extraviada (1967);
Sombras de Reis Barbudos (1972);
Os Pecados da Tribo (1976);
O Professor Burim e as Quatro Calamidades (1978);
De Jogos e Festas (1980);
Aquele Mundo de Vasabarros (1982);
Torvelinho Dia e Noite (1985);
A Casca da Serpente (1989);
Os melhores contos de J. J. Veiga (1989);
O Almanach de Piumhy - Restaurado por José J. Veiga (1989);
O Risonho Cavalo do Príncipe (1993);
O Relógio Belizário (1995);
Tajá e Sua Gente (1997);
Objetos Turbulentos (1997);.
Considerado
um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico, Gênero literário que teve auge no Brasil na década de 1970, por influência dos
escritores latino-americanos: o colombiano Gabriel Garcia Márquez (1928) e o
argentino (nascido acidentalmente na Bélgica) Julio Cortázar
(1914-1984).
REALISMO FANTÁSTICO
Gênero literário
em que narrativas ficcionais estão
centradas em elementos não existentes ou não reconhecidos na realidade, pela
ciência dos tempos em que a obra foi escrita. O Fantástico se divide em três
subgêneros: ficção científica, fantasia e o horror
(ou Terror).
Fonte:
Wikipédia
LITERATURA DE SÃO PAULO
LITERATURA DE SÃO PAULO
Século XVI
Chegada
dos missionários da Cia de Jesus conhecidos como jesuitas.
Escreviam relatórios
à coroa portuguesa sobre as terras recém encontradas e sobre os povos nativos
compondo poesias e músicas para o catecismo.
Padres jesuítas considerados fundadores da capital paulista
Manuel
da Nóbrega
José
de Anchieta
Romantismo
Século XIX (Pequena
Província )
Congrega
grupo de escritores estudantes da faculdade de Direito que começam a retratar a
cidade:
Álvares
de Azevedo (1831-1852) fase ultra romântica
Castro
Alves (1847-187);
José
de Alencar (1829-1877)
Góticos
Grupo
de artistas seguem as idéias do escritor Lord Byron (1788-1824) e criam o grupo
dos Byronianos que se reúnem em cemitérios para discutir literatura e exaltar a
morte.
Bernardo
Guimarães (1825-1884);
Francisco
Otaviano (1825-1889);
Escritores antiabolicionistas (pós-romântico)
Luiz
Gama (1831-1882) – fundador do primeiro jornal humorístico de São Paulo Diabo coxo;
Raul
Pompéia (1863-1895)
Século XX
São
Paulo começa a se formar como metrópole com o poder econômico do café e a
crescente industrialização. A cidade se torna o centro de uma manifestação literária: Modernismo. Semana de 22 no Teatro Municipal. A partir daí a
cidade passa a ter nova representação na cena cultural do país.
Figuras
de destaque: Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954)
Início do Século XX
Projeção
nacional com o Movimento Modernista Brasileiro – Semana de Arte Moderna
em 1922.
Mário de Andrade – Paulicéia desvairada (poema urbano)
estabelece o movimento moderno no Brasil.
Macunaíma – aborda o folclore
brasileiro. Ápice da prosa nacionalista através da criação de um anti-herói
nacional.
Meditação
sobre o Rio Tietê.
Poesia
experimental de Oswald de Andrade
Prosa de vanguarda – Serafim Ponte Grande (1933) – romance;
Concretismo
Movimento de vanguarda do pós-guerra no
Brasil que se espalha a partir de São
Paulo com o grupo da Revista Nolgandres,
criada pelos irmãos Haroldo (1931-2003), Augusto de Campos (1931-) e Décio
Pignatari. Seu objetivo:acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova
linguagem.
1960
– Cenário de diversas obras
Romances
policiais: Rubem Fonseca e Marcos Rey;
Roberto
Piva - poemas descrevem as ruas soturnas do centro, com personagens excluídas
da sociedade – usuários de drogas, homossexuais, criminosos e boêmios.
Tony
Belloto;
Bernardo
Carvalho;
1970
Literatura
realista urbana impulsionada pelo momento político, pela segregação social,
pela violência.
João Antonio (1937-1996);
Ivan Ângelo (1936-2014)
Inácio de Loyola Brandão (1936);
Anos
1990 (Realismo urbano e suburbano)
Fernando Bonassi (1962) - 100
histórias colhidas na Rua
Marçal Aquino (1958);
Trazem para a cena literária as
tensões sociais da metrópole.
Rappers e autores da periferia como
Ferrez (1975) e Jocenir (1951) fazem arte com a linguagem coloquial dos
subúrbios. Escrita representa a realidade urbana.
Século
XXI
Cenário do romance Eles eram muito
cavalos (Luiz Ruffato), ganhador do troféu APCA. Aborda o dia a dia da cidade,
a partir das histórias individuais de seus moradores.
Fonte: wikipédia
Paulo Bomfim
(São Paulo, 30 de
setembro de 1926
-)
Poeta brasileiro, membro da Academia Paulista de Letras e Príncipe dos Poetas Brasileiros.
Seu primeiro livro de poemas, Antônio
Triste, lançado em 1946, com ilustrações de Tarsila do Amaral,
recebeu o Prêmio Olavo Bilac,
concedido pela Academia Brasileira de Letras, em 1947.
Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo.
Obras literárias
- Antônio Triste, 1946
- Transfiguração, 1951
- Relógio de Sol, 1952
- Cantiga de Desencontro,
- Poema do Silêncio,
- Sinfonia Branca, 1954
- Armorial, 1956
- Quinze Anos de Poesia e Poema da
Descoberta, 1958
- Sonetos e O Colecionador de Minutos, 1959
- Ramo de Rumos,
1961;
- Antologia Poética, 1962;
- Sonetos da Vida e da Morte, 1963.
- Tempo Reverso, 1964;
- Canções,
1966;
- Calendário,
1968;
- Poemas Escolhidos, 1974;
- Praia de Sonetos, 1981;
- Sonetos do Caminho, 1983;
- Súdito da Noite,
1992.
- Aquele
menino (2000).
- O
Caminhoneiro (2000).
- Tecido
de lembranças (2004).
- Janeiros
de meu São Paulo (2006)
- O
Colecionador de minutos (2006).
Fonte: MENEZES, Raimundo de. Dicionário
literário brasileiro. 2ª ed. Rio de Janeiro:
Livros Técnicos e Científicos, 1978.
Wikipedia
SONETO I -(Transfiguração – 1951)
Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonias.
Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.
Retenho dentro da alma, preso à quilha,
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha
Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo
O cabo das tormentas de mim mesmo.
Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonias.
Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.
Retenho dentro da alma, preso à quilha,
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha
Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo
O cabo das tormentas de mim mesmo.
SONETO V - (Sonetos da Vida e Da
Morte – 1963)
Toma de minhas fibras mais secretas,
De meus cansaços, de meus desatinos,
E tece teu bordado de destinos,
Tuas tapeçarias tão inquietas
Como falcões nascidos de poetas.
Toma de mim, dos nervos assassinos,
Do marulhar ternura, dos felinos
Momentos que caminham para as setas.
A manhã vem surgindo, olhos de caça
Bebem no tanque rubro do horizonte.
Célere a vida pára e depois passa.
Toma de mim agora que contemplo
Tuas pupilas, fere-me, sou fonte,
Sobre as pedras saciadas do teu templo
Toma de minhas fibras mais secretas,
De meus cansaços, de meus desatinos,
E tece teu bordado de destinos,
Tuas tapeçarias tão inquietas
Como falcões nascidos de poetas.
Toma de mim, dos nervos assassinos,
Do marulhar ternura, dos felinos
Momentos que caminham para as setas.
A manhã vem surgindo, olhos de caça
Bebem no tanque rubro do horizonte.
Célere a vida pára e depois passa.
Toma de mim agora que contemplo
Tuas pupilas, fere-me, sou fonte,
Sobre as pedras saciadas do teu templo
Tatiana Belinki
Tatiana Belinky
Nasceu na Rússia dia 18 de março de 1919
Foi uma das mais importantes escritoras
infanto-juvenis contemporâneas e autora de mais de 250 livros.
Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade.
No ano de 1948,
começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a
prefeitura de São Paulo.
Adaptou para a televisão, no início dos anos 50, as histórias do Sítio
do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato.
Em 1987 lança o primeiro livro, Limeriques,
pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses.
Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles
o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989.
Além de escritora de livros famosos de nossa literatura infanto-juvenil,
Tatiana também era poeta, tradutora e dramaturga. Em 2009, foi eleita para uma
das cadeiras da Academia Paulista de Letras.
Limerique é um tipo de poesia
O limerique é um poema curtinho e
bem-humorado.
Os limeriques tiveram origem na cidade de
Limerick, na Irlanda, e foram popularizados por Edward Lear, um artista,
ilustrador e poeta inglês. Os limeriques são poemas sem sentido, repletos
de humor presente em apenas cinco
versos.
Os limeriques seguem um padrão em sua
composição: São cinco linhas - o primeiro, o segundo e o quinto versos rimam; o
terceiro e o quarto são mais curtos que os outros e precisam rimar entre si.
No
Brasil, a arte do limerique também foi representada por escritores como Joaquim
de Sousândrade e Clarice Lispector, sendo que os mais famosos foram escritos
pela escritora de livros infantis Tatiana Belinky.
“Ao ver uma
velha coroca
fritando um
filé de minhoca
o Zé Minhocão
falou pro
irmão:
“Não
achas melhor ir pra toca?”
Tatiana Belinky
“Você sabe o
que é Cocanha?
Cocanha é uma terra estranha,
País que se esconde
Ninguém sabe onde -
Lugar misterioso, a Cocanha. “
Cocanha é uma terra estranha,
País que se esconde
Ninguém sabe onde -
Lugar misterioso, a Cocanha. “
Tatiana Belinky
http://www.escolakids.com/o-mundo-divertido-e-absurdo-dos-limeriques.htm
Ser criança
Tatiana Belinky
Tatiana Belinky
Ser criança é dureza
Todo mundo manda em mim
Se pergunto o motivo,
Me respondem "porque sim".
Todo mundo manda em mim
Se pergunto o motivo,
Me respondem "porque sim".
Isso é falta de respeito,
"Porque sim" não é resposta,
Atitude autoritária
Coisa que ninguém gosta!
"Porque sim" não é resposta,
Atitude autoritária
Coisa que ninguém gosta!
Adulto deve explicar
Pra criança compreender
Esses "podes" e "não podes",
Pra aceitar sem se ofender!
Pra criança compreender
Esses "podes" e "não podes",
Pra aceitar sem se ofender!
Criança exige carinho,
E sim! Consideração!
Criança é gente, é pessoa,
Não bicho de estimação
E sim! Consideração!
Criança é gente, é pessoa,
Não bicho de estimação
http://www.escolakids.com/o-universo-encantado-e-multicolorido-de-tatiana-belinky.htm
domingo, 19 de abril de 2015
O INDÍGENA NA LITERATURA
Visão
do colonizador
Basílio
da Gama– O indígena como homem natural.
Santa
Rita Durão – indígenas eram comedores de carne humana e só o
cristianismo os salvaria.
Basílio
da Gama
O poema
épico “Uruguai” trata da expedição mista de portugueses e espanhóis contra as
missões jesuíticas do Rio Grande, para
executar as cláusulas do tratado de Madri, em 1756. tinha também o intuito de
descrever o conflito entre o ordenamento racional da europa e o primitivismo do
índigena. Basílio mostra simpatia pelo índígena vencido enquanto transfere o ataque
aos jesuítas. Desenvolve o poema em dois planos complementares: o dos versos e
o das notas, que nele são parte integrante e explicativa da composição. As
notas em prosa, paralelas aos versos, chamam a si a tarefa proposta de combater
os jesuítas e exaltar pombal (o homem mais importante da época).
(Fonte: ABL)
Religioso do período colonial é também considerado um dos precursores do indianismo
no Brasil. Seu
poema épico “Caramuru” é a primeira obra narrativa escrita a ter, como tema, o
habitante nativo do Brasil; foi escrita ao estilo de Luís de Camões, imitando um poeta clássico assim
como faziam os outros neoclássicos (árcades).
Poema épico de dez cantos, “Caramuru”,
influenciado pelo modelo camoniano é formado por oitavas rimadas e incluindo
informação erudita sobre a flora e a fauna brasileiras e os indígenas do país, apresentando
as cinco partes da epopéia tradicional
(proposição,invocação,dedicatória,narração e epílogo).
Este poema é um tributo
do autor à sua terra natal.
Segundo a tradição, a reação da crítica e do
público ao seu poema foi tão fria que Santa Rita Durão destruiu o restante de
sua obra poética.
INDIANISMO
(O
indígena como herói)
Indígena como tema -
criação do herói na figura do índígena. Idealizado e dotado de coragem, honra etc.
Gonçalves
Dias
Visão do europeu em
relação ao índígena. Reflexos das
tragédias clássicas dos romances de cavalarias medievais. Reprodução dos
valores europeus.
No poema “Juca
Pirama” o índígena é
idealizado com sentido de bravura e louvor à honra. Reflete pensamentos
do mundo ocidental, à de um cavalheiro medieval.
“I- Juca Pirama” – Relata a
morte do último remanescente da tribo tupi devorado por indígenas da tribo dos
timbiras.
Publicado em 1851 no
livro Últimos Cantos, é considerado a obra-prima do autor pela
excelência tanto da forma quanto do conteúdo.
“Os Timbiras” - poema épico publicado em 1857
em Leipzig, na Alemanha. É uma narração dividida em uma introdução e quatro cantos. Nele
é narrado os feitos de guerreiros timbiras, principalmente do chefe Itajuba e
do jovem guerreiro Jatir. Altamente idealizados, estes indígenas falam
apenas em valor, coragem, guerra e honra, num mundo ocupado por inimigos vis,
piagas (pajés) sábios e guerreiros valorosos.
José
de Alencar
O indígena entra em
contato com o colonizador. Na prosa de Alencar não se fala da violência do
colonizador, mas os conflitos. Da junção do nativo e do europeu
(colonizador) surge o brasileiro.
Obras indianistas de
Alencar: O Guarani; Iracema;
Ubirajara.
A personagem Iracema do
romance Iracema deixa sua cultura para viver com um português.
No romance O Guarani – o indígena tem qualidades do mundo civilizado. Um ser da tribo torna-se cristão para viver ao
lado da amada Ceci.
MODERNISMO
Identidade nacional;
Visão do indígena prevalece;
A cultura brasileira sem influencias do colonizador;
Expoente: Mário de Andrade
Obra: Macunaima.
Costumes dos povos indígenas com crenças populares. O personagem sofre
degradação cultural quando sai da floresta para São Paulo.
Século
XXI
A
referência ainda é do invasor (colonizador)
O
escritor indígena ainda não é reconhecido
Literatura
contemporânea de autoria indígena;
Literatura Indígena –
escrita por indígena;
Literatura de combate;
Relação entre oralidade
e escrita.
Memória e autohistória
– configura um dos aspectos do pensamento indígena da atualidade;
Escritores indígenas
transmitem vivências e historias contadas pelos mais velhos.
ESCRITORES
INDÍGENAS
CONTEMPORÂNEOS
Creomar
Tahuare – personalidade atuante no NEARIN (Núcleo do Escritor Artista indígena);
Darlene
Taukane (1999) fala de experiência do deslocado da aldeia para
completar os estudos na cidade. Transforma em livro a história do seu próprio
povo. Os kutâ-Bakairi (MT)
Ailton
Krenac – nascido no amazonas. Um dos iniciadores do movimento indígena brasileiro.
Carlos
Tiago Hakity
Daniel
Munduruku (Belém) – principal representante da literatura indígena brasileira.
Escritor premiado nacional e internacional. Vive em Lorena SP;
Eliane
Potiguar ( paraibana) - Uma das mais atuantes mulheres
indígenas. Livro: Metade cara, metade
máscara;
Ely
Macuxi - Orador indígena;
Cristina
Wapixana - Coordenador do NEARIM – NUCLEO DO ESCRITOR
ARTISTA INDIGENA ;
Rony
Wasiry Guará - escritor e artesão professor em Boa Vista;
Uziel
Guainê ;
Elias
Yagua Kág – autor do livro As aventuras do
menino Kauwã – história dos marupiaras.
Lia
Minapoty – Com a noite
vem o sono( Edit Leya);
Yaguarê
Yamã - Um dos principais escritores indígenas da atualidade. Autor de 15 livros.
Olivio
Jekupé – autor de diversos livros;
Graça
Graúna – na luta pelo
núcleo de escritores indígenas;
Fonte:
wikipedia
MAIA, Geraldo. O percurso da modernidade na literatura brasileira.
SEIXAS, Tiago. A figura do índio na literatura. (Fa7.edu.br)
GRAÚNA, Graça. Literatura indígena: desconstruindo estereótipo, repensando preconceitos (UFP) (dhnet.org.br/direitos descendentes)
sábado, 18 de abril de 2015
Literatura Infantil Afro-Brasileira
LITERATURA
INFANTIL AFRO-BRASILEIRA
SÉCULO XVII - Constitui-se como gênero.
Charles Perraut
(1618-1703) - França; Jacob Wilhelm (1785-1863)e Grimm (Alemanha)
Transcreveram histórias
visando ao público infantil.
FINAL SÉCULO XIX
- Primeiros livros infantis. Tradução de
obras estrangeiras de obras direcionadas aos adultos e adaptadas para as
crianças.
NO BRASIL - Influência da Europa. Contos infantis como:
A Bela adormecida;
Cinderela;
Chapeuzinho Vermelho;
Carl Jansen (1823) - tradução dos
clássicos:
Robinson Crusoé (1885);
Viagens de Gulliver (1888;)
D. Quixote de La Mancha (1886).
Figueuiredo Pimentel - Contos da Carochinha (1894).
Olavo Bilac (1865-1918) - Poesias.
Monteiro Lobato -
SÉCULO XX - Literatura Infantil afro-brasileira
Final da década de 20 e início de 30 (Séc. XX)
Personagens negros aparecem. Não
retratava o negro e sua cultura, mas uma imagem de subalterno. Poetas e
escritores representam o negro de forma estereotipada.
Castro Alves retratava o negro
com mais simpatia, mas não se identificava.
Os restantes eram motivados pelo momento histórico em que
viviam(Abolição), e pela classe a qual pertenciam. O negro era
visto como idealismo e medo.
Após a Abolição o discurso do
negro como escravo é substituído pelo negro cidadão. O negro ou é sujo, ou
brutalizado em tentação carnal ou como bom criado passivo.
No movimento modernista o negro e
o índio passa a ser valorizado. É retratado de forma exótica.
Autores que publicaram narrativas com personagens
protagonistas negros.
Ana Maria Machado -
Menina bonita do laço de fita;
Ziraldo – O menino marron
Lúcia Pimentel Góes
Jonas Ribeiro
Mirna Pinsky
Ganymédes José
Luís Galdino
Giselda Laporta Nicoelis
Carla Caruso
Georgina Martins
Tatiana Belinky
Obras que implementam a lei federal 10.639/03
Tanto, tanto –
Espaço EUA (Cotidiano familiar)
Histórias da preta
– identidade negra, auto estima, cosmovisão afriacana.
A cor da ternura
– identidade negra, relação familiar,
auto estima (espaço Brasil zona rural
Fonte:
https://www.google.com.br/#q=literatura+infantil+afro+brasileir&safe=active
https://www.google.com.br/#q=literatura+infantil+afro+brasileir&safe=active
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